A Associação de Produtores Queijo Serpa (APS) e o Instituto Politécnico de Beja (IPB) estão a desenvolver um projeto que vai aliar a iguaria à inteligência artificial.
Designado de “QI 4.0 – Queijo Serpa DOP – A Inteligência Artificial na Produção Artesanal”, o projeto visa aplicar algoritmos baseados na instrumentação para a monitorização do processo de cura do Queijo Serpa DOP, através da experimentação, testagem de ferramentas digitais e conceitos baseados em “machine learning”.
Desta forma, a transferência de conhecimento para o sector dos lacticínios «irá permitir uma melhoria qualitativa do produto final, maior garantia da segurança alimentar, menor impacto ambiental e maior sustentabilidade», segundo comunicado da APS.
Como objetivo principal está a criação de uma aplicação móvel, que irá funcionar como “assistente virtual”, vocacionado para auxiliar o produtor de queijo na tomada de decisões durante a cura do queijo.
Esta aplicação visa «aperfeiçoar a qualidade do processo de cura, garantindo padrões consistentes, e contribuindo para a eficiência e inovação na indústria queijeira», acrescenta a nota.
«Ao alavancar a IA, os produtores de queijo não apenas reduzem perdas, mas também promovem uma produção mais inteligente, adaptável e alinhada aos princípios da economia circular», pode ler-se ainda.
A apresentação do projeto está marcada para o dia 22 de fevereiro, na Feira do Queijo do Alentejo, em Serpa.















