Foram esta quinta-feira apresentadas as estratégias do Programa de Valorização Económica dos Recursos Endógenos (PROVERE) do Alentejo 2030.
Uma sessão que teve lugar no Crato e que mostrou os sete «projetos inovadores e diferenciadores», sendo que «algumas são de continuidade», face ao anterior programa, já outros «são inovadores», segundo Tiago Pereira, vogal executivo do programa Alentejo 2030.
«Não ficámos parados e quisemos focar-nos nos na diferença e em projetos que sejam de facto transformadores para a nossa região», acrescentou.
Desta forma, as estratégias anteriormente noticiadas vão ter como valor base do PROVERE 5,5 milhões, com o qual «vamos apoiar a base do funcionamento dos programas». Ou seja, «as pessoas que cada estratégia vai alocar à sua estratégia de marketing, os seus estudos de enquadramento e de envolvimento dos parceiros», exemplificou Tiago Pereira.
Para além deste valor, vão ser ainda lançados outros avisos «para poder chegar aos valores expostos», que poderão ser complementados com um apoio da Turismo de Portugal.
«Foi também anunciado pelo presidente da Turismo de Portugal, que as linhas da entidade para o interior vão passar a considerar quem estiver dentro das linhas do PROVERE», afirmou, dizendo ainda que «isto também é um fator que vai ajudar ao financiamento do bolo de financiamento que está expresso».
O vogal executivo sublinhou também que houve «mais de dez candidaturas», para além das estratégias de continuidade, também com um «grau de inovação». Desse número foram selecionadas três, num processo «aberto e transparente».
«As novas três estratégias são muito interessantes e relevantes, porque combinam o ecossistema ambiental e depois também aquilo que são os territórios regenerativos», aclarou.
Para além da base deste programa, os recursos endógenos, Tiago Pereira frisou que foi tido em conta também o «uso eficiente» dos mesmos, como a água, que «foi aqui nesta sessão, muitas vezes abordada».
A fixação de pessoas também foi “fator de escolha”, já que, segundo o vogal executivo, «queremos que os fundos comunitários possam fazer com que fixemos mais pessoas».
Esclareceu que as estimativas apontam para que o Alentejo «perca 80% da sua população» e que isso que «tem de nos fazer inferir os fundos para este tipo de projetos e em cada uma destas sete estratégias isso está bastante visível».
«Sabemos que temos de criar mais emprego, melhor emprego, condições dos serviços de interesse geral para reter as pessoas que formamos, mas também para termos necessariamente atração de talentos para a nossa região», acrescentou.
Tiago Pereira explicou que «até ao final do ano» será lançado o concurso para que estas sete estratégias se possam financiar. A partir desse ponto, «as estratégias já podem começar a apresentar despesa das atividades que realizaram e necessariamente também daquelas que irão realizar nos próximos tempos».
Financiamento este que também foi sublinhado por António Ceia da Silva, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) Alentejo. Conduto vincou que as estratégias «devem procurar também outras fontes de financiamento».
Ainda assim, destacou que o PROVERE está «englobado naquilo que é a nossa estratégia de distribuição inteligente» e que a CCDR pensou que «devia haver uma nova geração de PROVERE».
«Quanto mais o Alentejo seja representado como um todo nestes proveitos, melhor será para a sua dinâmica e para o seu desenvolvimento», complementou.
De seguida, fique com a foto-reportagem, de Luís Diabão e Hugo Calado, da apresentação.
























































