No âmbito da conferência dedicada à colaboração no Terceiro Setor, realizada na Fundação Eugénio de Almeida, Isabel Jonet, Presidente do Banco Alimentar Contra a Fome, sublinhou o papel central das redes de cooperação no apoio às comunidades mais vulneráveis. A responsável destacou que o modelo assente na partilha de recursos e na articulação entre várias entidades tem permitido ampliar a capacidade de resposta social.
Segundo afirmou, o trabalho desenvolvido pelos bancos alimentares é um exemplo concreto do impacto da colaboração. «Os bancos alimentares e também a entreajuda são talvez algo que as pessoas conhecem bem, porque põem em conjunto aquilo que uns podem dar com o que os outros podem receber» Isabel Jonet, afirmou.
Uma rede que multiplica resultados
Isabel Jonet explicou que a estrutura dos bancos alimentares funciona como uma rede social real, construída ao longo de anos e baseada numa lógica de complementaridade. «Os bancos alimentares angariam alimentos, partilham voluntários, mobilizam boas vontades e entregam a instituições que levam estes alimentos a quem deles precisa» Isabel Jonet.
Essa articulação permite chegar de forma mais eficaz às pessoas acompanhadas por instituições locais. «As instituições conhecem e trabalham com as pessoas e, portanto, acabamos por conseguir multiplicar aquilo que é o trabalho que faríamos se não estivéssemos em conjunto» Isabel Jonet.
Desafios persistentes num setor com poucos recursos
Questionada sobre os principais desafios do trabalho em rede, Isabel Jonet considerou que se mantêm praticamente inalterados. «Os desafios são sempre os mesmos e há poucos recursos. Há muitas necessidades e há muitas solicitações» Isabel Jonet, afirmou.
Para a Presidente do Banco Alimentar, o caminho passa por reforçar a eficiência e a capacidade de cada rede de apoio. «Temos que trabalhar para que esta rede seja cada vez mais eficaz e eficiente, para poder ir ao encontro das pessoas mais frágeis e mais vulneráveis» Isabel Jonet.
O valor da parceria e da partilha de boas práticas
Isabel Jonet destacou ainda a relevância das iniciativas que promovem a ligação entre instituições, como as dinamizadas pela Fundação Eugénio de Almeida. «Gosto muito do trabalho em parceria, em colaboração e em rede. É o trabalho que a Fundação Eugénio de Almeida tem feito e é exemplar deste ponto de vista» Isabel Jonet, afirmou.
A dirigente sublinhou que a visibilidade dada a projetos, pessoas e iniciativas bem-sucedidas contribui para fortalecer o setor social. Segundo referiu, essa partilha de conhecimento e de boas práticas é essencial para melhorar as respostas a quem enfrenta maiores dificuldades.















