As reservas de água no Alentejo apresentavam, no final de dezembro, valores globalmente acima da média, acompanhando a tendência nacional identificada pelo Sistema Nacional de Informação dos Recursos Hídricos (SNIRH), com a maioria das bacias hidrográficas a registar aumentos no volume armazenado.
Na região, os dados evidenciam uma recuperação significativa das disponibilidades hídricas, após o fim da situação de seca fraca que ainda afetava os distritos de Évora e Beja no final de novembro, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Bacia do Guadiana com níveis elevados
Na bacia do Guadiana, várias albufeiras do Alentejo registavam valores superiores a 80% da sua capacidade total. A albufeira do Alqueva, que abrange os concelhos de Portel, Moura, Reguengos de Monsaraz, Mourão e Alandroal, encontrava-se com 86,5% de armazenamento.
Destacam-se ainda a albufeira do Enxoé, no concelho de Serpa, com 100%, Monte Novo, em Évora, com 90,6%, e Abrilongo, em Campo Maior, com 87,3%. A albufeira do Caia, que serve Campo Maior e Elvas, apresentava 81,8%.
Em sentido contrário, algumas infraestruturas registavam valores mais baixos, como a Vigia, no concelho de Redondo, com 52,4%, e a Lucifecit, em Alandroal, com 62,2%.
Tejo mantém reservas consistentes no Alto Alentejo
Na bacia do Tejo, as albufeiras localizadas no Alto Alentejo apresentavam também níveis de armazenamento elevados. Montargil, no concelho de Ponte de Sor, atingia 89,8%, enquanto Apartadura, em Marvão, registava 89,3%.
O Maranhão, em Avis, apresentava 87,4%, e o Divor, em Arraiolos, situava-se nos 80,2%. A albufeira de Veiros, em Estremoz, registava 75%. Entre as que apresentavam valores mais baixos estavam Póvoa, em Castelo de Vide, com 58,2%, e Minutos, em Montemor-o-Novo, com 51,1%.
Situação mais irregular na bacia do Sado
A bacia do Sado apresentava um cenário mais desigual no Alentejo. Algumas albufeiras mantinham níveis confortáveis, como Vale do Gaio, em Alcácer do Sal, com 86,8%, Alvito, no concelho de Cuba, com 84%, e Monte Gato, em Ourique, com 82,6%.
Outras registavam valores significativamente mais baixos, nomeadamente Monte da Rocha, em Ourique, com 29,3%, Roxo, em Aljustrel, com 38,4%, e Campilhas, em Santiago do Cacém, com 36,9%.
Mira continua abaixo da média
Na bacia do Mira, considerada uma das mais vulneráveis a nível nacional, a albufeira de Santa Clara, no concelho de Odemira, encontrava-se com 58% da capacidade, mantendo-se abaixo da média histórica. Em contraste, a albufeira de Corte Brique, também em Odemira, registava 95,4%.
Os dados agora conhecidos confirmam uma melhoria generalizada das reservas de água no Alentejo, embora persistam diferenças significativas entre bacias e albufeiras, mantendo-se a necessidade de acompanhamento contínuo da situação hídrica na região.
Dados das Albufeiras do Alentejo:
Bacia do Guadiana
| Albufeira | Concelho | Dezembro de 2025 |
| Alqueva | Portel, Moura, Reguengos de Monsaraz, Mourão e Alandroal | 86.5% |
| Enxoé | Serpa | 100% |
| Monte Novo | Évora | 90.6% |
| Abrilongo | Campo Maior | 87.3% |
| Lucifecit | Alandroal | 62.2% |
| Caia | Campo Maior / Elvas | 81.8% |
| Vigia | Redondo | 52.4% |
Bacia do Tejo
| Albufeira | Concelho | Dezembro de 2025 |
| Apartadura | Marvão | 89.3% |
| Montargil | Ponte de Sor | 89.8% |
| Póvoa | Castelo de Vide | 58.2% |
| Maranhão | Avis | 87.4% |
| Minutos | Montemor-o-Novo | 51.1% |
| Divor | Arraiolos | 80.2% |
| Veiros | Estremoz | 75% fonte: ABPRV) |
Bacia do Sado
| Albufeira | Concelho | Dezembro de 2025 |
| Monte Migueis | Ourique | 62.8% |
| Alvito | Cuba | 84% |
| Monte Gato | Ourique | 82.6% |
| Pego do Altar | Alcácer do Sal | 74.9% |
| Vale do Gaio | Alcácer do Sal | 86.8% |
| Odivelas | Alvito | 76.1% |
| Roxo | Aljustrel | 38.4% |
| Fonte Serne | Santiago do Cacém | 67.5% |
| Monte da Rocha | Ourique | 29.3% |
| Campilhas | Santiago do Cacém | 36.9% |
Bacia do Mira
| Albufeira | Concelho | Dezembro de 2025 |
| Santa Clara | Odemira | 58% |
| Corte Brique | Odemira | 95.4% |















