O processo de candidatura de Vila Viçosa a Património Mundial pela UNESCO vai ser reformulado pela câmara municipal, incluindo a denominação do bem cultural a candidatar, como já havíamos noticiado.
Neste sentido, decorreu, esta segunda-feira, uma reunião de trabalho com os membros das Comissões Científicas e Executiva e dos Parceiros Institucionais, onde foram debatidos vários aspetos da candidatura e de como esta poderá avançar.
Esta reunião de trabalho surge da necessidade de reformular o “Documento de Candidatura de Vila Viçosa à Lista do Património Mundial da UNESCO”, de aprofundar vários temas, de reformular algumas estratégias e de privilegiar novas linhas de investigação, que não tinham sido devidamente consideradas no referido processo de candidatura, mas que constituem fatores determinantes, pelo que importa corrigir e reforçar a sua sustentabilidade.
Em declarações aos jornalistas, o presidente da Câmara Municipal de Vila Viçosa, Inácio Esperança, deixou claro que “o que se está a passar aqui hoje é muito importante para o futuro de Vila Viçosa e, nomeadamente no que diz respeito à sua promoção turística e ao seu futuro em termos de investimento e em termos de crescimento e de bem estar para as populações”, acrescentando que “no fundo, aquilo que se estamos a tentar é dar um novo impulso, um impulso definitivo nesta segunda etapa do desenvolvimento da candidatura a Património Mundial, dar um novo arranque para que seja nesta etapa, que queremos e gostaríamos que fosse afinal, chegar a bom porto, que é a classificação do bem Vila Viçosa como Património da Humanidade.”
Inácio Esperança explicou que nesta reunião “tentámos encontrar precisamente aquela questão distintiva de Vila Viçosa relativamente a todos os outros bens classificados e a todas as outras vilas ducais renascentistas classificadas. Entre todos e temos aqui muitos amigos a quem agradeço publicamente a participação de todos, tentar encontrar esses caminhos que nos podem levar à classificação.”
Questionado se o culto a Nossa Senhora da Conceição poderá vir a ser importante para o novo impulso da candidatura, o edil disse que “vai ser sem dúvida, e esperamos agora ouvir os técnicos e o que nos têm para dizer, mas penso que será um caminho, obviamente não só o culto, mas a coroação e como tudo o que envolve esta relação que aconteceu em Vila Viçosa, entre o poder político e o poder religioso, ou entre, no fundo, a Coroa e a Igreja que levou a esta proclamação de Nossa Senhora como Rainha de Portugal e Padroeira e todo o impacto que esteve no Império e por consequência no mundo.”
Para além desse tema, Inácio Esperança garantiu que “há outros caminhos que pode ter [a candidatura] e é isso que devemos tentar encontrar que são essas marcas e características distintivas de Vila Viçosa relativamente às outras vilas classificadas e certamente haverão muitos, existirão muitos”.
No âmbito do processo de candidatura a Património Mundial, que começou a ser preparado em 2001, o conjunto “Vila Viçosa, vila ducal renascentista” foi inscrito, em 2016, na lista indicativa de Portugal ao Património Mundial da UNESCO.
O presidente do município esclareceu que, caso não seja possível ter “pronto todo este dossiê”, até 2023, para que seja apreciado em Paris (França), a “candidatura cai” e a autarquia terá de “começar do zero”.
Presentes nesta reunião várias entidades como a Direção Regional de Cultura,a Fundação Casa de Bragança, a Universidade de Évora, a Turismo do Alentejo, entre outros técnicos e investigadores que têm colaborado nesta candidatura.
Fique com algumas imagens:















