No passado fim de semana, a localidade de Vila Viçosa recuou alguns anos na sua história e reviveu a época renascentista, uma época que pode contribuir para a classificação desta localidade como Património Mundial da UNESCO.
Vila Viçosa, que já consta da Lista Indicativa de Portugal ao Património Mundial tem agora que reformular a sua candidatura por indicação da Comissão Nacional da UNESCO.
Uma candidatura que foi muito falada no decorrer da Feira de Inspiração Renascentista que ocorreu no interior do icónico Castelo de Vila Viçosa, tendo o autarca garantido que a reformulação da candidatura estará concluída em fevereiro de 2023.
Em declarações a’ODigital.pt, o presidente da Câmara de Vila Viçosa, Inácio Esperança, disse que “já definimos a equipa, que já está a trabalhar na remodelação da candidatura, temos um contrato assinado com o arquiteto Nuno Lopes, responsável pelas candidaturas do Pico e de Coimbra a Património Mundial, ambas candidaturas com sucesso e esperemos que a nossa também seja”, frisando que “o tempo é curto, sabemos os critérios e, no fundo, o caderno de encargos alterou-se. Se nós não conseguirmos concluir aquilo que temos a concluir até fevereiro de 2023 teremos que iniciar de novo todo o processo e não queremos isso”.
Inácio Esperança explicou que “a Comissão Nacional pede-nos uma marca identificativa e distintiva de Vila Viçosa relativamente aos outros patrimónios que estão já classificados como vilas ducais, e se conseguirmos, quer o Culto a Nossa Senhora, quer a Tapada entre outros elementos que são importantes, penso que temos condições para ser classificados como Património Imaterial da Humanidade e com isso Vila Viçosa, a região o distrito de Évora e o Alentejo podem beneficiar muito com esta classificação”, sugerindo que posteriormente à classificação possa ser criada “uma rede de patrimónios classificados, que é muito interessante e pode trazer mais-valias para todos nós”.
Questionado se há garantias por parte da Comissão Nacional de que a candidatura avançar para a UNESCO em 2023, o edil calipolense disse que “há garantias de que as pessoas estão interessadas que nós consigamos, mas se não conseguirmos, somos nós que falhamos e eu tenho que assumir isso. Estamos a investir dinheiro, estamos a investir trabalho, pois, em setembro/outubro recebemos um parecer negativo da Comissão de Acompanhamento Nacional, estamos agora a seguir aquilo que nos disseram, queremos melhorar a candidatura com as indicações da comissão da Comissão de Acompanhamento Nacional. A garantia que eu dou a todos os calipolenses é que estamos a trabalhar todos os dias, estamos a investir muito nisso e queremos isso como os anteriores executivos quiseram, e esperamos conseguir”.















