O Ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes, defendeu em Évora o papel central dos agricultores na sustentabilidade ambiental, na segurança alimentar e na coesão territorial, durante a abertura do Encontro Geral da European Grassland Federation, que decorre na Universidade de Évora.
Na intervenção ao Jornal ODigital.pt, o governante sublinhou que a realização do congresso no Alentejo reforça a importância dos territórios fora das áreas metropolitanas. «Os eventos não necessitam de ficar sempre nas duas grandes áreas metropolitanas. É importante esta coesão territorial em eventos desta natureza», afirmou .
Agricultura associada ao ambiente e à economia
José Manuel Fernandes destacou a ligação entre a atividade agrícola e os principais desafios atuais, defendendo que o setor tem um contributo direto para o ambiente e para a economia.
«O agricultor é o melhor amigo do ambiente e o pastor também contribui para a segurança alimentar», referiu, acrescentando que a agricultura está presente «na competitividade, na criação de emprego» e na valorização dos produtos nacionais .
O ministro salientou ainda que a presença de agricultores no território é determinante para a prevenção de incêndios e para a gestão dos recursos naturais. «Há muitos fogos florestais que existem onde não há presença no território», disse .
Apoios ao setor e renovação geracional
Sobre os desafios do setor, o governante apontou medidas adotadas pelo Governo, nomeadamente o reforço do rendimento dos agricultores e o incentivo à entrada de jovens na atividade.
«Aumentámos em mais de 20% o rendimento ao agricultor», afirmou, referindo também o apoio à instalação de jovens agricultores, que pode atingir os 55 mil euros .
No âmbito da sanidade animal, destacou o financiamento de vacinas e o investimento na investigação, com o objetivo de garantir soluções eficazes e acessíveis. «É preciso que as vacinas sejam eficazes, mas também acessíveis», sublinhou .
Investigação considerada essencial
O ministro defendeu ainda o reforço da investigação científica no setor agrícola, considerando essencial a articulação entre universidades e programas europeus.
«É fundamental que se façam consórcios entre universidades para que haja investigação que resolva concretamente problemas», afirmou, apontando áreas como a sanidade animal e vegetal como prioritárias .
José Manuel Fernandes destacou que a investigação deve ter aplicação prática, contribuindo para responder a desafios concretos e para garantir a segurança alimentar.
«É crucial não só para a sanidade vegetal e animal, mas também para a saúde pública e para a comida no prato», concluiu .
O Encontro Geral da European Grassland Federation decorre até 16 de abril, reunindo em Évora especialistas de vários países para debater o futuro das pastagens e dos sistemas agrícolas.















