A Universidade de Évora inaugurou, esta quinta-feira, o Laboratório de Simulação de Farmácia Comunitária, um novo espaço pedagógico criado em parceria com a Associação Nacional das Farmácias (ANF) para reforçar a formação prática dos estudantes de Ciências Farmacêuticas.
A nova infraestrutura, instalada no Colégio do Espírito Santo, pretende recriar o ambiente real de uma farmácia comunitária, permitindo aos alunos desenvolver competências técnicas e de contacto com os utentes antes da entrada no mercado de trabalho.
Em declarações aos Jornalistas, o vice-reitor da Universidade de Évora, João Nabais, explicou que o objetivo passa por proporcionar aos estudantes uma experiência próxima da realidade profissional. «É uma farmácia de simulação em que nós permitimos formar os profissionais de Ciências Farmacêuticas num ambiente realista», afirmou, acrescentando que o espaço permitirá trabalhar não apenas a dispensa de medicamentos, mas também «o contacto com as pessoas que vão à farmácia».
Espaço recria o funcionamento de uma farmácia
Segundo João Nabais, o laboratório funciona como uma sala de aula preparada para reproduzir o contexto real de uma farmácia comunitária. O responsável esclareceu que o espaço não dispensa medicamentos verdadeiros ao público e que os produtos sujeitos a receita médica existentes no laboratório são apenas embalagens vazias destinadas à formação académica.
«É uma sala de aula com ambiente real de uma farmácia», referiu o vice-reitor, sublinhando que o contacto humano será uma das componentes centrais da aprendizagem dos estudantes. «Esta relação humana de contacto humano é aquilo também que se vai ensinar aqui de alguma forma», disse.
João Nabais destacou ainda que a criação do laboratório resultou de um trabalho conjunto entre a Universidade de Évora, a ANF e a empresa Glintt Life. «Foi um trabalho muito colaborativo para chegarmos a este ponto», afirmou, considerando que os cursos de Ciências Farmacêuticas «têm que ter uma farmácia de simulação».
Projeto integra estratégia nacional da ANF
A Associação Nacional das Farmácias enquadra esta iniciativa na Estratégia de Atração, Desenvolvimento e Retenção de Talento nas Farmácias Comunitárias.
Miguel Samora, vogal da Direção da ANF, explicou que a organização tem vindo a colaborar com universidades de todo o país para apoiar a criação destes espaços de simulação. «Nós temos uma farmácia comunitária de simulação em todas as universidades de Ciências Farmacêuticas de Portugal», afirmou.
O responsável destacou que o laboratório permitirá aos estudantes aplicar conhecimentos científicos em cenários semelhantes aos encontrados no exercício da profissão. «Esta etapa materializa um bocadinho o conhecimento científico que eles têm e empregam no contexto da vida real. Simulado, claro», referiu Miguel Samora.
Formação prática antes da entrada no mercado de trabalho
Também em declarações aos jornalitas, Miguel Samora sublinhou o papel das farmácias comunitárias na formação dos estudantes através de estágios curriculares e extracurriculares.
O dirigente da ANF recordou que as farmácias comunitárias desempenham atualmente várias funções além da dispensa de medicamentos, incluindo vacinação, testagem, administração de injetáveis e acompanhamento terapêutico. «As farmácias estão sempre disponíveis para receberem os alunos, para também darem uma formação em contexto de vida real com os utentes», afirmou.
O novo Laboratório de Simulação de Farmácia Comunitária conta ainda com o apoio da Glintt Life, do CHRC — Comprehensive Health Research Centre, da Escola de Saúde e Desenvolvimento Humano da Universidade de Évora, da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, da República Portuguesa e da União Europeia, através do programa NextGenerationEU.































