O mercado de ovinos e caprinos iniciou o ano de 2026 sem alterações nas cotações médias no Continente, de acordo com a informação divulgada pelo Sistema de Informação de Mercados Agrícolas (SIMA), relativa à semana de 29 de dezembro de 2025 a 4 de janeiro de 2026.
A estabilidade de preços assume particular relevância para regiões como o Alentejo, onde a produção pecuária extensiva tem um peso significativo na economia local.
Ovinos mantêm preços em todas as categorias
Segundo os dados oficiais, não se registaram variações nas cotações dos ovinos em nenhuma das categorias analisadas. O borrego com menos de 12 quilos manteve-se nos 6,70 euros por quilo vivo, enquanto o borrego entre 22 e 28 quilos continuou cotado a 5,84 euros por quilo vivo. Já o borrego com peso superior a 28 quilos permaneceu nos 5,00 euros por quilo vivo.
Esta estabilidade surge após um período em que, na comparação anual, se verificaram aumentos significativos face aos valores médios dos triénios anteriores, refletindo a importância crescente do setor ovino no contexto nacional, com especial expressão no Alentejo.
Caprinos seguem tendência de estabilidade
No setor dos caprinos, o cenário é semelhante. O destaque semanal indica que não houve alterações nas cotações em todas as regiões do Continente. O cabrito com menos de 10 quilos manteve os valores praticados nas diferentes áreas de mercado, incluindo a Beira Interior, região com ligação direta a explorações caprinas do interior alentejano e zonas limítrofes.
A ausência de oscilações nos preços reflete um arranque de ano marcado pela contenção do mercado, após os períodos de maior procura associados às festividades do final do ano.
Abates e comércio internacional em queda
Os dados relativos aos abates aprovados para consumo indicam uma diminuição no número de ovinos e caprinos abatidos entre janeiro e outubro de 2025, face ao mesmo período do ano anterior. Nos ovinos, o total de animais abatidos registou uma quebra superior a 16%, enquanto nos caprinos a redução ultrapassou os 11%.
No comércio internacional, as exportações e importações de ovinos e caprinos apresentaram variações significativas, com quebras em volume e massa em vários segmentos, o que pode ter impacto direto nos produtores do Alentejo, fortemente dependentes do equilíbrio entre produção, escoamento e preços de mercado.
Importância estratégica para o Alentejo
O Alentejo continua a ser uma das principais regiões produtoras de ovinos e caprinos em Portugal, beneficiando de sistemas extensivos adaptados ao território e ao clima.















