As cotações médias nacionais dos suínos de classe E e classe S registaram nova descida na semana de 25 a 31 de agosto, prolongando para seis o número de semanas consecutivas de decréscimos. No Alentejo, a redução foi de 5 cêntimos por quilo, acompanhando a tendência nacional.
De acordo com os dados do Sistema de Informação de Mercados Agrícolas (SIMA), a cotação média nacional do porco classe E fixou-se em 2,23 euros por quilo de carcaça, menos 1,8% face à semana anterior e menos 7,4% em relação ao período homólogo de 2024. O porco classe S registou valores idênticos, com quedas de 5 cêntimos por quilo no Alentejo e de 4 cêntimos noutras regiões do país.
Também os leitões registaram desvalorizações significativas. No Alentejo, os animais com menos de 12 quilos desceram 7 cêntimos por quilo, enquanto os de 19 a 25 quilos perderam 5 cêntimos por quilo.

Abates em crescimento no primeiro semestre
Apesar da quebra nas cotações, o número de abates aprovados para consumo aumentou no país. Entre janeiro e junho de 2025 foram abatidos 2,57 milhões de suínos, mais 4,5% do que em igual período de 2024. No caso dos porcos de engorda, o crescimento foi de 5,7% em cabeças e 6,6% em toneladas.
No Alentejo, principal região produtora, este aumento reflete a capacidade de resposta dos produtores face à procura, embora enfrentando preços mais baixos à produção.
Comércio externo em queda
Os dados preliminares do INE indicam ainda uma quebra nas exportações de suínos e carne suína no primeiro semestre. As saídas de animais vivos com menos de 50 quilos caíram 12,9% e as de mais de 50 quilos recuaram 24,8%. Já a carne fresca e refrigerada registou um crescimento de 27,2% nas exportações.
O saldo da balança comercial manteve-se negativo, com um défice de 190,8 milhões de euros, agravado em 7,3% face ao ano anterior.















