O mercado de bovinos no Alentejo registou variações nas cotações durante a semana de 26 de janeiro a 1 de fevereiro de 2026, de acordo com o SIMA – Sistema de Informação de Mercados Agrícolas, do Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral (GPP).
O relatório indica que, a nível nacional, as cotações médias de novilhos e novilhas entre os 12 e os 24 meses, cruzados Charolês e Turina, não apresentaram alterações face à semana anterior.
Oscilações no Norte Alentejano, Beja e Elvas
No entanto, no Alentejo, os dados mostram movimentos distintos consoante as áreas de mercado.
No Alentejo Norte, registaram-se aumentos nas cotações de vitelos entre os 6 e os 8 meses, tanto fêmeas como machos, assim como subidas nas vitelas dos 8 aos 12 meses. Em contrapartida, os vitelos machos dos 8 aos 12 meses apresentaram descidas.
Em Beja, verificaram-se aumentos relevantes nas cotações dos vitelos fêmea e macho, sobretudo na faixa etária dos 6 aos 8 meses e também nos animais dos 8 aos 12 meses.
Na área de mercado de Elvas, repetiu-se a tendência de subida para vitelos mais jovens, mas com descidas nos vitelos machos entre os 8 e os 12 meses.
Descidas registadas em Estremoz e Évora
Em Estremoz, o relatório aponta para diminuições nas cotações de vitelos fêmea e macho dos 6 aos 8 meses, bem como uma descida expressiva no vitelo macho entre os 8 e os 12 meses.
Já em Évora, observaram-se igualmente descidas nos vitelos dos 6 aos 8 meses, embora com um aumento na cotação das vitelas fêmea dos 8 aos 12 meses.
Preços médios de abate e contexto europeu
O documento inclui ainda informação sobre preços médios semanais de abate e comparações com o mercado europeu. Portugal registou, na semana analisada, um preço médio semanal de novilho AR3 de 705,24 euros por 100 kg de carcaça, com uma variação negativa face à semana anterior.
Abates aprovados para consumo em queda em 2025
Os dados do Instituto Nacional de Estatística, citados no relatório, mostram que entre janeiro e novembro de 2025 foram abatidos 336.754 bovinos aprovados para consumo, uma redução de 9% face ao mesmo período de 2024.















