O mercado de ovinos e caprinos manteve uma tendência de estabilidade no início de fevereiro, com as cotações dos borregos e cabritos a não registarem variações significativas face às semanas anteriores, segundo os dados mais recentes do Sistema de Informação de Mercados Agrícolas (SIMA). No Alentejo, uma das principais regiões produtoras do país, o comportamento dos preços acompanha o cenário nacional.
No segmento dos ovinos, as cotações médias dos borregos vivos, nas diferentes classes de peso, não registaram alterações relevantes na semana em análise. Os valores praticados situam-se em linha com os registados no mesmo período de 2025 e acima da média do triénio 2023-2025, refletindo uma manutenção do nível de preços no mercado.
Borregos sem variações significativas nas cotações
De acordo com a informação divulgada, os borregos com menos de 12 quilos, bem como os animais das classes intermédias e superiores, mantiveram as cotações médias semanais. Esta estabilidade é relevante para o Alentejo, região onde a produção extensiva de ovinos tem um peso significativo na economia agrícola local.
Os dados indicam ainda que, ao nível nacional, o número de ovinos abatidos para consumo registou uma diminuição acumulada face a 2024, tanto em número de animais como em tonelagem, tendência que também se reflete nas explorações do sul do país.
Caprinos com ligeira descida nalgumas regiões
No setor dos caprinos, o destaque vai para uma ligeira descida da cotação média do cabrito com menos de 10 quilos em algumas áreas do país, sem impacto significativo no mercado alentejano. As cotações médias mantiveram-se estáveis na generalidade das regiões, acompanhando os valores praticados ao longo das últimas semanas.
Também no caso dos caprinos, os dados do Instituto Nacional de Estatística apontam para uma redução no número de animais abatidos para consumo em 2025, quando comparado com o ano anterior, tendência que afeta igualmente os produtores do Alentejo.
Alentejo mantém peso estratégico na produção pecuária
Apesar da redução dos volumes de abate e das exportações registadas a nível nacional, o Alentejo continua a assumir um papel central na produção de ovinos e caprinos, beneficiando da dimensão das explorações e do modelo extensivo dominante na região.
Os indicadores agora divulgados apontam para um início de ano marcado pela estabilidade dos preços, num contexto em que os produtores acompanham a evolução do mercado interno e europeu, aguardando os impactos da procura sazonal nos próximos meses.















