As cotações médias nacionais dos porcos das classes E e S voltaram a descer na semana de 6 a 12 de outubro de 2025, segundo o boletim semanal do Sistema de Informação de Mercados Agrícolas (SIMA), divulgado pelo Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral (GPP). Esta foi a 12.ª semana consecutiva de descida, com uma variação negativa de 4 cêntimos por quilograma face à semana anterior.
No Alentejo, as cotações dos porcos das classes E e S recuaram 3 cêntimos por quilograma. A descida foi mais acentuada noutras regiões, nomeadamente 5 cêntimos no Entre Douro e Minho e 4 cêntimos na Beira Litoral, Beira Interior e Ribatejo e Oeste.
Leitões registam quebras significativas
Os leitões com menos de 12 quilogramas também registaram uma redução de preço no Alentejo, com uma quebra de 15 cêntimos por quilograma. No Algarve, a descida foi ainda mais acentuada, atingindo 17 cêntimos por quilograma. Já os leitões de 19 a 25 quilogramas mantiveram estabilidade nas cotações médias nacionais.
A cotação média nacional do leitão até 12 quilogramas fixou-se em 4,60 euros por quilograma, enquanto o leitão entre 19 e 25 quilogramas manteve-se em 3,15 euros por quilograma.
Tendência negativa acompanha evolução europeia
A descida de preços observada em Portugal acompanha a tendência registada nos principais mercados europeus. De acordo com os dados da Comissão Europeia, o preço médio do porco classe E diminuiu 2,3% em Portugal e 1,9% em Espanha na semana em análise. A média da União Europeia caiu 0,9%.
Também os preços dos leitões de 25 quilogramas recuaram na maioria dos países da União Europeia. Em Portugal, a variação foi de -4,5% face à semana anterior.
Aumento dos abates em Portugal
Entre janeiro e julho de 2025, os abates aprovados para consumo totalizaram mais de 3 milhões de cabeças, um acréscimo de 4,2% face ao mesmo período de 2024. No caso dos porcos de engorda, o aumento foi de 4,8% em número de cabeças e 5,5% em tonelagem. Os dados foram divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Comércio internacional com saldo negativo
Entre janeiro e agosto, as exportações de suínos e derivados atingiram 117,9 milhões de euros, enquanto as importações totalizaram 389,6 milhões, resultando num saldo negativo de 271,6 milhões de euros. As importações de carne congelada caíram 7,8%, mas as de carne fresca ou refrigerada aumentaram 5,3%.















