Como já noticiámos, a localidade de Alandroal recebe este fim de semana, o festival “Soil to Soul”, um evento que pretende alertar a importância da regeneração dos solos para uma alimentação saudável e um futuro sustentável.
O evento decorre no Castelo da vila de Alandroal, é promovido pela câmara municipal deste concelho alentejano e pela equipa do projeto “Soil to Soul”, de Zurique, na Suíça.
O festival “Soil to Soul Alandroal – Somos o que comemos” junta gastronomia, música e muita animação, reunindo chefes, produtores e artistas, numa iniciativa de sensibilização para a conservação dos recursos naturais, sociais e culturais.
David de Brito, do projeto “Soil to Soul” disse que o nome do evento “significa do solo para a alma e assim pretendemos consciencializar que nós somos o que comemos, pois aquilo que nós ingerimos todos os dias tem um reflexo na nossa saúde”, explicando que “a ideia surgiu porque o meu sócio e amigo Thomas criou um festival na Suíça, em Zurique, que fala sobre esta temática. Apresentamos esta ideia ao Presidente da Câmara, João Maria Grilo e discutiu-se a possibilidade de fazer este evento no Alandroal, a decisão final foi tomada e foi incrível ver quantas pessoas ajudaram, toda a gente se quis envolver e toda a gente tem esta perceção de que temos que fazer mais pelo nosso território, pelo solo e pela nossa saúde”.
Já sobre se a comunicado está ou não consciencializada para este tipo de agricultura e alimentação, David de Brito frisou que “no Alentejo a comida é um elemento central e importante para todos os que aqui vivem. Antigamente a agricultura era mais sustentável, era feita por nós, sem agrotóxicos e, a certa altura isso mudou, começaram a ser usados agrotóxicos e nós esquecemo-nos que, todos os dias, ao nos alimentarmos com estes produtos, estamos a fazer mal à nossa saúde. Acredito que a consciência das pessoas está a mudar. Mas também há uma clara tradição aqui no Alentejo que nos leva a estar muito mais próximos disso porque é habitual as pessoas plantarem as suas favas, as suas ervilhas, o seu tomate, o seu pimento. Portanto, acho que é o sítio ideal para começar esta discussão e alastrar esta temática a outras regiões do país“.















