O número de farmacêuticos em Portugal duplicou nas últimas duas décadas, mas o Alentejo continua entre as regiões com menor dotação relativa destes profissionais.
De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados no âmbito do Dia Internacional do Farmacêutico, em 2024 existiam no país 17 101 farmacêuticos em atividade, o que corresponde a 1,6 profissionais por cada mil habitantes.
No entanto, a realidade varia entre regiões. Enquanto Coimbra e Lisboa registaram rácios de 2,4 farmacêuticos por mil habitantes, o Alentejo Litoral apresentava apenas 1,0. Também o Alto e o Baixo Alentejo registaram valores abaixo da média nacional, com 1,1.
Já no que respeita à presença de farmácias e postos farmacêuticos móveis, os dados do INE mostram que o Alentejo se destaca pelas taxas mais elevadas do país. Em 2024, as sub-regiões do Alto Alentejo, Alentejo Central, Baixo Alentejo e Alentejo Litoral registaram entre 0,5 e 0,8 estabelecimentos por cada mil habitantes, quando a média nacional foi de 0,3.
Em termos globais, em 2024 existiam em Portugal 3 123 farmácias e postos farmacêuticos móveis. No Alentejo, observa-se uma maior cobertura em termos de estabelecimentos, mas um número reduzido de farmacêuticos face ao total da população.















