A Escola de Artes da Universidade de Évora assinalou esta quarta-feira o seu 17.º aniversário, numa cerimónia integrada na art[EA]week’26, marcada pela reflexão sobre o futuro da instituição, o reforço da formação artística e a consolidação da produção cultural no contexto universitário.
No Colégio dos Leões, onde decorreu a sessão comemorativa, o reitor da Universidade de Évora, António Candeias, e o diretor da Escola de Artes, Tiago Navarro Marques, falaram ao Jornal ODigital.pt sobre o percurso da escola e os desafios que pretendem assumir nos próximos anos, desde o reforço dos ciclos de doutoramento à criação de uma estrutura dedicada à produção artística.
Ao longo dos últimos 17 anos, a Escola de Artes consolidou-se como uma das áreas de maior visibilidade da Universidade de Évora, tanto na dimensão formativa como na ligação entre artes, ciência e cultura.
Em declarações ao Jornal ODigital.pt, António Candeias considerou que a aposta feita há 17 anos «foi ganha» e sublinhou que a Escola de Artes se tornou «um dos grandes expoentes da formação na Universidade de Évora e também da produção cultural da Universidade de Évora».
Para o reitor, um dos fatores distintivos da instituição passa pela integração da Escola de Artes no universo científico da academia. «Não só temos uma escola de artes, mas essencialmente temos uma escola de artes que dialoga profundamente com as outras escolas, permitindo desenvolver projetos e atividades interdisciplinares e transdisciplinares», afirmou.
Na visão do responsável máximo da academia eborense, essa ligação entre áreas do conhecimento será determinante perante os desafios atuais. «Os desafios da nossa sociedade estão precisamente no cruzamento entre as artes, as humanidades e as ciências», referiu, apontando a Escola de Artes como «um dos grandes pilares da Universidade de Évora».
Três desafios para o futuro da Escola de Artes
Também em declarações ao Jornal ODigital.pt, Tiago Navarro Marques fez um balanço do percurso da escola, recordando que as comemorações deste ano coincidem igualmente com os 30 anos dos ensinos artísticos na Universidade de Évora.
«É um percurso bastante bonito, com muitas voltas, com muitos desafios», afirmou o diretor da Escola de Artes, lembrando a evolução das diferentes áreas artísticas na academia, desde o teatro e a música até à arquitetura, artes plásticas e design.
Apesar do crescimento alcançado, Tiago Navarro Marques defendeu que a escola enfrenta agora uma nova fase, identificando três prioridades para os próximos anos.
A primeira prende-se com os espaços físicos da escola. A segunda passa pelo reforço dos terceiros ciclos de formação, com a criação de novos doutoramentos que abranjam áreas ainda sem oferta própria.
«Temos doutoramentos na arquitetura e na música. Agora faltam-nos o design, as artes plásticas e o teatro, e estamos a trabalhar nesse sentido», explicou.
Segundo o diretor, está também em preparação «um novo conceito de doutoramento transdisciplinar», pensado para cruzar várias áreas artísticas e metodologias de trabalho.
O terceiro eixo apontado por Tiago Navarro Marques é a criação de uma unidade de produção artística dedicada ao apoio das atividades da escola. «Uma escola de artes sem uma equipa de produção artística é muito desafiante, para não dizer problemático», afirmou.
Nova reitoria assume compromisso com a Escola de Artes
A nova equipa reitoral da Universidade de Évora esteve também em destaque nas declarações prestadas ao Jornal ODigital.pt.
António Candeias garantiu «total empenho» da reitoria na consolidação da Escola de Artes, defendendo que a produção artística e cultural deve ganhar maior relevância «não só na comunidade académica, mas acima de tudo para a sociedade».
O reitor anunciou ainda uma postura «muito proactiva na captação de financiamentos e no apoio às atividades da própria escola».
Também Tiago Navarro Marques mostrou confiança na nova liderança da academia, destacando a experiência acumulada pela equipa reitoral. «Esta reitoria vem com muita experiência e sabe ao que vem», afirmou, dizendo acreditar que os objetivos delineados para a Escola de Artes terão acompanhamento institucional.




























































