A habitação, a pobreza energética e a coesão territorial estiveram esta sexta-feira em debate em Portalegre, durante o seminário “Casas e Sítios – Desafios e Estratégias Integrativas”, iniciativa promovida pela Plataforma Supraconcelhia do Alto Alentejo, pela Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA) e pela EAPN Portugal.
O encontro decorreu no Auditório do Museu da Tapeçaria de Portalegre – Guy Fino e reuniu representantes do Governo, autarquias, instituições públicas, academia e entidades ligadas ao desenvolvimento territorial, com o objetivo de refletir sobre alguns dos principais desafios enfrentados pelos territórios do interior.
A sessão de encerramento contou com a participação da secretária de Estado da Habitação, Patrícia Gonçalves Costa, e do presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, Ricardo Pinheiro.
Habitação no centro do debate sobre o futuro do Alto Alentejo
Para o presidente da CIMAA, Joaquim Diogo, em declarações ao jornal ODigital.pt, a discussão destas matérias assume particular relevância numa região marcada pela baixa densidade populacional e pelo envelhecimento demográfico.
“Debatemos muito a temática da habitação. É uma das grandes temáticas deste seminário, onde tivemos duas mesas-redondas dedicadas às dinâmicas habitacionais e às estratégias integradas para a coesão social e territorial, sempre relacionadas com a temática da habitação”, afirmou.
Despovoamento e fixação de população entre as principais preocupações
Segundo o autarca, o debate em torno da habitação está diretamente ligado à capacidade do território para atrair e fixar população.
“Num território bastante despovoado e bastante disperso, é importante que possamos criar dinâmicas e políticas de atração de jovens e de pessoas para este território. Mas, acima de tudo, criar dinâmicas e políticas que permitam manter as pessoas que vivem cá”, sublinhou.
Joaquim Diogo defendeu ainda a necessidade de criar condições que permitam aos jovens desenvolver os seus projetos de vida na região, destacando o papel desempenhado pelo ensino superior.
“Uma das grandes dinâmicas é ligarmos o sucesso do número de alunos que o nosso Instituto Politécnico tem e criarmos soluções para que eles possam desenvolver os seus projetos aqui, possam ter a sua habitação cá e possam começar a construir o sonho da sua vida neste território”, referiu.
Pobreza energética e transição energética justa em análise
Ao longo do dia foram abordados temas relacionados com as dinâmicas habitacionais, as estratégias de coesão social e territorial, a pobreza energética e a transição energética justa, contando com a participação de representantes de municípios do Alto Alentejo, do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), da EAPN Portugal, da CCDR Alentejo, da AREANATejo, da BIOBIP e da NOVA University Lisbon.
Entre os assuntos analisados estiveram também os desafios do acesso à habitação, a integração de populações vulneráveis e a necessidade de desenvolver soluções adaptadas aos territórios do interior.
A eficiência energética constituiu outro dos temas em destaque. Para Joaquim Diogo, a utilização sustentável dos recursos deve assumir um papel central nas políticas públicas.
“É uma obrigação dos dias de hoje pensarmos de forma global. A utilização de recursos, não só na energia, mas também na água e nos combustíveis, exige uma visão abrangente da sua reutilização e da sua melhor utilização”, afirmou.
Coesão territorial e desafios dos territórios de baixa densidade
O seminário permitiu reunir diferentes perspetivas sobre habitação, inclusão social, energia e desenvolvimento territorial, num momento de reflexão sobre os desafios que se colocam ao Alto Alentejo e aos restantes territórios de baixa densidade do país.
De seguida, fique com as imagens da sessão de abertura.






















































