A Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM) tem registado mais reclamações por parte dos alentejanos, até ao final do segundo semestre de 2025, comparativamente ao mesmo período de 2024.
Comunicações Eletrónicas
Segundo relatório da entidade, em relação às queixas apresentadas por falhas nas comunicações eletrónicas, Portalegre foi o distrito onde se registou o maior aumento nas reclamações (+67%).
Os habitantes do Alto Alentejo reclamaram mais de 300 vezes, sendo que a empresa de comunicação mais afetada, e a mais presente, foi a MEO, com um terço das queixas. Segue-se a NOS (13%), a DIGI (12%) e a Vodafone (11%).
O distrito de Évora também registou um aumento significativo nas reclamações (+42%), contando com mais de 400. Também aqui, a MEO foi a mais visada, com 41% das queixas, seguido da NOS (20%), Vodafone (10%) e DIGI (6%).
Já no distrito de Beja, a tendência inverte-se, pois, a ANACOM registou uma diminuição de 3%, face ao mesmo período de 2024, tendo, ainda assim, apresentado cerca de 200 queixas.
A MEO, mais uma vez, foi a que mais reclamações registou (35%), porém, foi nesta região que a NOS registou a sua maior percentagem de que queixas (25%), assim como a Vodafone (14%). A DIGI teve 12% das reclamações.
Sem dados referentes à região, a ANACOM destaca que, a nível nacional, a principal causa de queixa é a demora ou reparação deficiente de falhas nos serviços, com 16%. Segue-se as falhas no serviço de acesso à internet fixa (12%) e as falhas no serviço de televisão por subscrição (8%).
Serviços Postais
No setor dos serviços postais, o relatório da entidade apresenta que Évora também registou um aumento, agora de 59%, com mais de duas centenas de queixas, onde os CTT retiveram a maior percentagem (86%).
No distrito de Portalegre também houve um acréscimo de reclamações, mas apenas de 3%, com cerca de uma centena de queixas, com os CTT a registar a maior parte (67%). Contudo, a transportadora DPD registou aqui a sua maior percentagem de queixas em todo o Alentejo (19%).
Em Beja, voltou a registar-se uma diminuição do número de queixas, em -13%, contando com cerca de duas centenas de reclamações. Os CTT receberam 85% das queixas e a DPD recebeu 9%.
Também sem dados a nível regional, a ANACOM sublinha que, a nível nacional, cerca de um quarto (22%) das queixas se devem à demora de tentativa de entrega do objeto postal no domicílio, mas também houve registos de falta ou desconformidade da informação sobre o seguimento de objeto postal (8%) e de demora ou não resolução de reclamações (6%).















