O armazenamento de água nas albufeiras do Alentejo sofreu descidas significativas no final de dezembro de 2024, refletindo a tendência geral do país, de acordo com os dados divulgados pelo Sistema Nacional de Informação dos Recursos Hídricos (SNIRH). Na região, algumas das principais albufeiras continuam com valores muito abaixo das médias históricas para o mês.
Das bacias hidrográficas que atravessam o Alentejo, a do Guadiana destacou-se como a mais bem abastecida, com 82% da capacidade total de Alqueva e 71% em Abrilongo. No entanto, albufeiras como Lucefécit e Vigia registaram valores preocupantes, com 38% e 22% de armazenamento, respetivamente.
Na bacia do Sado, o cenário é ainda mais alarmante. A albufeira de Campilhas apresenta apenas 20% da capacidade, enquanto Pego do Altar e Roxo registam 55% e 44%, respetivamente. Estas percentagens estão bem abaixo das médias históricas e reforçam o impacto da falta de precipitação na região.
Na bacia do Tejo, a situação é igualmente preocupante em algumas albufeiras. Montargil apresenta apenas 73% da sua capacidade, e Divor mantém 48%. Apesar disso, a albufeira de Veiros registou 62%, acima da média da bacia, que é de 66%.
Ao nível das bacias hidrográficas, o Guadiana e o Tejo continuam a liderar em termos de armazenamento na região, mas com desigualdades entre as diferentes albufeiras monitorizadas. No geral, as albufeiras do Alentejo enfrentam desafios crescentes, com um número significativo a registar níveis inferiores a 40%, o que exige uma gestão hídrica criteriosa e medidas de mitigação para os impactos da seca prolongada.
Este cenário destaca a vulnerabilidade da região face às alterações climáticas, com necessidade de reforçar estratégias para garantir a sustentabilidade hídrica e reduzir os impactos no setor agrícola, um dos mais afetados pela falta de água.

















