Como já noticiámos, uma mostra dos genuínos tapetes de Arraiolos nas principais artérias do centro histórico daquela vila, no distrito de Évora, é um dos atrativos do certame “O tapete está na rua” que decorre até ao próximo domingo.
Promovido pela Câmara de Arraiolos, o evento realiza-se até 12 de junho e o programa integra um conjunto de atividades culturais, como exposições, animação, colóquios e debates, além da mostra e venda de produtos locais, artesanato e gastronomia.
O principal destaque vai para a mostra de tapetes de Arraiolos no centro histórico da vila alentejana, com vários exemplares desta tapeçaria local estendidos nas ruas e praças e pendurados nas portas, janelas e varandas.
Em declarações a’ODigital.pt, a presidente da Câmara de Arraiolos, Sílvia Pinto, afirmou que “é muito bom voltarmos a pendurar os tapetes nas janelas, voltarmos a ter o tapete grande na Praça da República e voltarmos a encontrar-nos todos e falar sobre este património que é o Tapete de Arraiolos, com muita, muita animação, muitos espetáculos e voltarmos a estar todos juntos pois já tínhamos saudades destes momentos”.
“A iniciativa deste ano incide sobre o seu nome, tem a recriação histórica das fases da concessão do Tapete de Arraiolos. No Centro Interpretativo do Tapete de Arraiolos temos também uma exposição constituída por réplicas de tapetes antigos que foram trabalhados pelas casas de tapetes do nosso concelho. Foi este o desafio que lançámos às casas de tapetes na altura do covid-19 e também numa perspetiva de apoio ao tecido económico do concelho“, indicou a autarca.
Há vários anos que se pretende a certificação do Tapete de Arraiolos, com a autarquia a pretender o selo de Património Mundial da UNESCO, mas “infelizmente continuamos a não ver nenhum tipo de desenvolvimento nesse processo. Posso até adiantar que nos últimos dias voltei a enviar uma carta ao Senhor Primeiro-Ministro a apelar que volte a olhar para este processo e para este dossiê do tapete de Arraiolos, porque é muitíssimo importante não só para as gerações de hoje, mas fundamentalmente para as gerações futuras, porque precisamos de salvaguardar o Tapete de Arraiolos“, disse.
Questionada se haveria falta de vontade política para avançar com o processo, Silvia Pinto disse que “é estranho é que desde a lei de 2002 até às próprias recomendações da Assembleia da República, todos os partidos políticos votam favoravelmente, portanto, tem sido sempre aprovado por unanimidade. Mas quando chegamos à prática, as medidas não são tomadas e, portanto, estamos sempre no mesmo ponto“.















