A exposição “KUMARI NAYIKA — Uma Lenda Visual”, da artista francesa Hélène Guétary, patente no Palácio dos Duques de Cadaval, em Évora, foi prolongada até ao dia 14 de junho.
A decisão surge após o interesse demonstrado pelo público, permitindo mais tempo para visitar o projeto que cruza arte contemporânea, património histórico e dimensão social.
Uma narrativa visual entre Évora e o Deserto de Thar
“KUMARI NAYIKA” resulta de uma colaboração entre Hélène Guétary e alunas da Rajkumari Ratnavati Girls School, situada no Deserto de Thar, na Índia.
A exposição apresenta um conjunto de retratos fotográficos, acompanhados por palavras e elementos simbólicos, que constroem uma narrativa criada de forma coletiva. O projeto aborda temas como identidade, imaginação e papel das mulheres.
As obras estão instaladas em diálogo com as salas históricas do Palácio dos Duques de Cadaval e com peças da coleção da família, estabelecendo uma relação entre contextos distintos.
Diálogo entre património e criação contemporânea
A mostra propõe uma ligação entre passado e presente, integrando a linguagem da arte contemporânea num espaço de valor histórico.
Segundo a organização, o prolongamento da exposição reflete não só a adesão do público, mas também o interesse gerado pelo cruzamento entre arte, educação e património cultural.
Projeto ligado à educação feminina na Índia
A Rajkumari Ratnavati Girls School, envolvida no projeto, é uma instituição dedicada à educação de raparigas em contexto de vulnerabilidade no Deserto de Thar.
A escola oferece ensino básico, biblioteca, centro de informática e transporte para alunas de aldeias vizinhas. O projeto educativo inclui também refeições diárias, asseguradas em parceria com a MCKS FOOD, de Nova Deli.
Atualmente, a instituição iniciou atividade com 140 alunas e prevê atingir uma capacidade de 400 estudantes até ao 10.º ano.















