A artista plástica Joana Vasconcelos, embaixadora do projeto Pangea, anunciou a criação de uma série de mantas artísticas destinadas aos elefantes que serão acolhidos no primeiro santuário do género na Europa, localizado entre os concelhos de Alandroal e Vila Viçosa. A iniciativa pretende unir arte, inclusão e consciência ambiental.
Joana Vasconcelos recordou que conheceu o projeto quando “a Kate e a Ana foram ao atelier falar do santuário”, momento em que percebeu que tinha de se envolver. “Achei que tinha de me associar, mas queria fazê-lo através da criatividade. A minha fundação sempre apoiou causas artísticas e sociais, e esta era uma oportunidade de juntar tudo: arte, liberdade e bem-estar”.
Da ideia nasceu a primeira manta feita à mão, apresentada durante a cerimónia. “A manta começou a ser feita no dia em que ouvi falar do projeto. Trabalhei com a Ana Paula, uma colaboradora que vive numa instituição e que tem vindo a criar peças de crochet. Quando viu a manta pronta, emocionou-se, porque achava que isto nunca ia acontecer”, contou a artista, sublinhando que “toda a equipa participou na montagem, num trabalho coletivo de partilha e esperança”.
A iniciativa é também uma mensagem de inclusão. “Tenho um convénio com uma associação de doenças mentais e decidi empregar algumas destas pessoas na equipa do crochet. É importante mostrar que todos podem contribuir para um mundo melhor, com pouco ou com muito”, afirmouJoana vasconcelos declaracoes.
Para a artista, o santuário representa muito mais do que um espaço físico: “É um projeto que junta beleza, liberdade, bem-estar e harmonia. Os elefantes são animais de grande beleza e imponência, mas viveram vidas sem liberdade. Este é um projeto que lhes devolve dignidade e nos obriga a repensar a nossa relação com os animais”.
Joana Vasconcelos destacou ainda o valor simbólico de o santuário nascer no Alentejo. “É um orgulho enorme ver um projeto único na Europa nascer aqui. Traz notoriedade ao país e mostra que o interior pode liderar iniciativas de dimensão internacional”, disse, acrescentando que “a beleza do mármore, das paisagens e da luz desta região são uma fonte constante de inspiração”.
A artista garantiu que vai continuar a apoiar a Pangea e que novas mantas já estão a ser preparadas. “Queremos deixar um legado. O que está a nascer aqui é mais do que um santuário — é um símbolo de liberdade e humanidade”, concluiu.





























