Carlos Zorrinho defendeu, recentemente, a criação do curso de Medicina na Universidade de Évora, considerando que a formação médica deve avançar em articulação com o novo Hospital Central do Alentejo.
As declarações foram feitas num evento que contou com a presença da Reitora da Universidade de Évora, Herminia Vilar e do Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, onde o autarca reiterou a convicção de que o projeto será concretizado.
“Eu estou convencido que sim. Não faz sentido ter um hospital regional sem ter um curso de medicina”, afirmou o presidente da Câmara Municipal de Évora.
Hospital e curso de Medicina como projeto conjunto
Carlos Zorrinho associou diretamente o investimento no novo hospital à necessidade de formação médica na cidade. “Não faz sentido investir muitos milhões de euros num novo hospital, sabendo que temos dificuldade em atrair profissionais e ao mesmo tempo não tivermos um curso de medicina”, declarou.
O autarca acrescentou que a criação da Escola de Medicina deve responder às especificidades do território. “Se ao mesmo tempo não nos especializamos numa resposta fundamental a territórios de baixa densidade e com uma base demográfica muito envelhecida”, referiu, enquadrando o projeto numa estratégia adaptada à realidade do Alentejo.
Ambição regional e posicionamento europeu
Para Carlos Zorrinho, a futura Escola de Medicina pode assumir uma vocação diferenciadora. “Nós podemos ser a Escola de Medicina e o hospital especializado neste domínio no país, na Europa e até para o mundo”, afirmou.
O presidente da Câmara defendeu ainda que o projeto integra uma visão de desenvolvimento mais ampla para a cidade. “Se não pensarmos e não tivermos essa ambição nunca seremos uma capital europeia ao Sul”, declarou, concluindo: “É por isso que eu digo, sim, Évora vai ter o curso de medicina”.
Candidatura ainda por aprovar
A Universidade de Évora apresentou uma proposta para a criação de um Mestrado Integrado em Medicina à Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES).
Em março de 2025, a candidatura foi rejeitada, após a A3ES ter identificado insuficiências na proposta, nomeadamente ao nível da estrutura curricular e das parcerias clínicas.
A reitoria anunciou a intenção de reformular o projeto e submeter nova candidatura. Até ao momento, a Universidade de Évora não dispõe de um curso de Medicina acreditado, ficando a eventual abertura dependente de nova avaliação e decisão da entidade reguladora.















