A avaliação bancária da habitação no Alentejo continuou, em novembro de 2025, entre as mais baixas do país, apesar da evolução positiva registada em alguns segmentos, segundo o Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação, divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Em termos nacionais, o valor mediano de avaliação bancária fixou-se em 2.060 euros por metro quadrado, representando um aumento de 18,4% face ao mesmo mês do ano anterior. No Alentejo, os valores mantiveram-se abaixo da média nacional, tanto nos apartamentos como nas moradias.
Apartamentos no Alentejo com valores entre os mais baixos
No segmento dos apartamentos, o Alentejo apresentou um valor mediano de avaliação bancária de 1.543 euros por metro quadrado, sendo uma das regiões com valores mais reduzidos a nível nacional, apenas acima do Centro. Em comparação com outubro, o Alentejo registou uma ligeira descida mensal de 0,3%, contrariando a tendência de crescimento observada na maioria das regiões.
Ainda assim, em termos homólogos, o valor dos apartamentos aumentou, acompanhando a tendência nacional, que registou uma subida de 22,9% face a novembro de 2024.
Moradias com crescimento mensal mais elevado
Nas moradias, o Alentejo destacou-se pela evolução mensal positiva. Em novembro, a região registou um aumento de 3,2% face ao mês anterior, o crescimento mensal mais elevado entre todas as regiões do país.
Apesar desta evolução, o valor mediano de avaliação bancária das moradias no Alentejo situou-se em 1.183 euros por metro quadrado, mantendo-se entre os mais baixos a nível nacional. Em termos homólogos, o aumento foi de 13,6%, alinhado com a tendência de crescimento registada no conjunto do país.
Alto Alentejo entre as sub-regiões com valores mais baixos
A análise por sub-regiões NUTS III confirma a posição do Alentejo entre as áreas com menor valorização bancária da habitação. O Alto Alentejo surge como uma das regiões com valores mais baixos em relação à mediana nacional, apresentando um índice inferior a 50 pontos, quando a média do país é fixada em 100.
Este cenário contrasta com regiões como a Grande Lisboa, o Algarve e a Península de Setúbal, que continuam a apresentar valores de avaliação significativamente acima da média nacional.
Menos avaliações em termos homólogos, mais face a outubro
Em novembro de 2025 foram consideradas cerca de 36.300 avaliações bancárias em todo o país, das quais mais de 13.400 respeitaram a moradias. Em termos homólogos, o número total de avaliações diminuiu 2,4%, mas aumentou 7,1% face ao mês anterior.
O INE sublinha que os resultados refletem avaliações realizadas no âmbito de pedidos de crédito à habitação e que a evolução dos valores pode ser influenciada pelas características dos imóveis avaliados em cada período.















