O Alentejo voltou a registar alguns dos valores mais baixos do país na avaliação bancária da habitação em abril de 2026, segundo os dados divulgados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Apesar da subida generalizada dos preços da habitação a nível nacional, a região mantém-se entre as mais acessíveis tanto no segmento dos apartamentos como no das moradias.
De acordo com o Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação, o valor mediano de avaliação bancária em Portugal fixou-se nos 2.174 euros por metro quadrado, o que representa um aumento de 16,5% face ao mesmo mês de 2025.
Apartamentos no Alentejo avaliados em 1.490 euros por metro quadrado
No segmento dos apartamentos, o Alentejo apresentou o valor mediano de avaliação bancária mais baixo do país, a par das regiões analisadas pelo INE, situando-se nos 1.490 euros por metro quadrado. Apenas o Centro registou um valor próximo, com 1.657 euros por metro quadrado.
Em contraste, as avaliações mais elevadas foram observadas na Grande Lisboa, com 3.352 euros por metro quadrado, e no Algarve, com 2.910 euros por metro quadrado.
A nível nacional, o valor mediano de avaliação bancária dos apartamentos atingiu os 2.546 euros por metro quadrado, representando uma subida homóloga de 21%.
Moradias também entre as mais acessíveis
Nas moradias, o Alentejo registou igualmente um dos valores mais baixos do país. O valor mediano de avaliação bancária fixou-se nos 1.279 euros por metro quadrado, ficando apenas acima do Centro, onde a avaliação mediana foi de 1.147 euros por metro quadrado.
As regiões com os valores mais elevados foram novamente a Grande Lisboa, com 2.843 euros por metro quadrado, e o Algarve, com 2.667 euros por metro quadrado.
No conjunto do país, o valor mediano das moradias foi de 1.561 euros por metro quadrado, mais 12,7% do que em abril do ano passado.
Habitação continua a valorizar em Portugal
Os dados do INE mostram que a avaliação bancária da habitação continua a aumentar em Portugal. Em abril foram realizadas 34.483 avaliações bancárias, das quais 21.518 referentes a apartamentos e 12.965 a moradias. Face ao mês anterior, o número de avaliações aumentou 5%, embora tenha registado uma redução de 3,6% em comparação com abril de 2025.
O relatório indica ainda que não se verificaram descidas homólogas do valor mediano de avaliação em nenhuma das regiões do país, refletindo a continuidade da tendência de valorização do mercado habitacional nacional.















