A procura por casas para arrendar apresentou comportamentos distintos no Alentejo no primeiro trimestre de 2026. Enquanto Beja registou um aumento da pressão da procura, Évora e Portalegre verificaram descidas, segundo dados divulgados pelo idealista.
A análise do portal imobiliário indica que, a nível nacional, cada anúncio de arrendamento recebeu em média 24 contactos nos primeiros três meses do ano, o que representa uma subida de 20% face ao mesmo período de 2025. Esta evolução ocorreu num contexto de descida de 2,7% das rendas.
Beja regista subida da procura
Entre as capitais de distrito, Beja foi uma das cidades onde a procura mais cresceu. O número médio de contactos por anúncio aumentou 30% face ao primeiro trimestre de 2025, passando de 20 para 26 contactos por casa anunciada.
Com este valor, Beja surge entre as capitais de distrito com maior pressão da procura no mercado de arrendamento, a par de Castelo Branco. Apenas Leiria, Santarém e Faro apresentaram médias superiores.
Ao nível distrital, o distrito de Beja registou também uma subida da procura, com um aumento de 14% nos contactos por anúncio, passando de 14 para 16 contactos médios.
Évora e Portalegre com descidas
Em sentido contrário, Évora apresentou uma quebra de 24% na média de contactos por anúncio entre as capitais de distrito, descendo de 25 para 19 contactos por casa.
Também ao nível distrital, Évora registou uma das maiores descidas do país, com uma redução de 29% na procura, passando de 24 para 17 contactos médios por anúncio.
Já o distrito de Portalegre apresentou uma redução de 31% na procura por casas para arrendar, uma das maiores quedas registadas a nível nacional. Apesar da descida, continuou entre os distritos com maior média de contactos por anúncio, com 23 contactos por casa.
Procura continua acima da oferta
Citado no comunicado, Ruben Marques, porta-voz do idealista, refere que «os dados revelam que a procura por casas para arrendar continua bastante acima da oferta disponível em várias zonas do país». O responsável acrescenta que «a pressão sobre o mercado mantém-se elevada, sobretudo nos grandes centros urbanos, onde continua a existir forte competição entre famílias por cada casa anunciada».















