A retenção de macas nos hospitais, que nos últimos dias tem sido noticiada a nível nacional por comprometer a operacionalidade das ambulâncias, também se verificou recentemente no distrito de Évora. A situação ocorreu no Hospital do Espírito Santo de Évora, mas foi resolvida através da cedência temporária de macas por parte dos bombeiros.
Em declarações ao jornal ODigital.pt, Paulo Alves, presidente da Federação dos Bombeiros do Distrito de Évora, explicou que o episódio aconteceu durante um pico de admissões nas urgências hospitalares, registado no final da semana passada.
«O Hospital de Évora teve um pico de admissão de doentes, numa quinta ou sexta-feira, em que ficaram retidas quatro ou cinco ambulâncias, sobretudo dos Bombeiros de Évora, que têm maior atividade no pré-hospitalar», afirmou.
Cedência de macas evitou retenção prolongada
Para evitar a permanência prolongada das ambulâncias no hospital e garantir a resposta ao socorro, foi encontrada uma solução articulada entre a administração da Unidade Local de Saúde do Alentejo Central (ULSAC), a federação e as associações de bombeiros do distrito.
«Em coordenação com a administração do hospital e com a Federação, foi possível chegar a um acordo e foram colocadas dez macas de reforço, cedidas pelas associações do distrito, para que a situação não voltasse a acontecer», referiu Paulo Alves.
Segundo o responsável, a medida permitiu ultrapassar o constrangimento registado nesses dois dias e, desde então, não voltaram a ocorrer situações de retenção de macas no hospital.
«Para já, essa situação ficou resolvida. Até ao dia de hoje não voltou a verificar-se a retenção de macas», adiantou.
Sem custos e sem impacto no socorro
Questionado sobre a possibilidade de cobrança de taxas, tema que tem sido discutido a nível nacional pela Liga dos Bombeiros Portugueses, Paulo Alves esclareceu que, no caso de Évora, não houve qualquer custo associado à cedência das macas.
«Não foi cobrada qualquer taxa. Existe essa discussão a nível nacional, mas aqui em Évora temos uma excelente relação com a administração do hospital e conseguimos sempre resolver os problemas por acordo», afirmou.
O presidente da federação garantiu ainda que a cedência das macas não comprometeu a operacionalidade das ambulâncias no distrito.
«Estas macas não são retiradas de ambulâncias operacionais. São macas que ficam disponíveis quando os veículos deixam de estar em condições, mas o equipamento continua em bom estado. As associações guardam esse material e utilizam-no nestas situações», explicou.
Operacionalidade mantém-se no distrito
Paulo Alves assegurou que, atualmente, a resposta dos bombeiros no distrito de Évora decorre dentro da normalidade, sem registo de atrasos no socorro à população.
«Até ao dia de hoje está tudo dentro da normalidade no distrito de Évora. Não tenho conhecimento de qualquer atraso no socorro», afirmou.
O responsável sublinhou ainda a importância da articulação permanente entre a Federação dos Bombeiros do Distrito de Évora e a administração do Hospital do Espírito Santo.
«Já há muito tempo que existe um excelente relacionamento. Sempre que surge um problema, o contacto é imediato e a solução é encontrada rapidamente, para que a população não seja prejudicada», concluiu.















