O Centro de Recolha Oficial (CRO) de Animais de Companhia de Borba está aberto a adoções, mas os animais «não estão a sair», segundo Sofia Peixoto, médica veterinária responsável pelo espaço.
«É um assunto sensível e é necessário sensibilizar a população do concelho. Há muito abandono, muito mesmo», referiu a doutora em declarações aos jornalistas na inauguração do CRO.
Com uma capacidade máxima de 30 cães e 30 gatos (dependendo do porte) e outras espécies, como ovelhas e cavalos, o município está a albergar, no momento, cerca de 20 animais, sendo que seis deles estão em «famílias de acolhimento».
«São pessoas que ficam com os animais e, maior parte, das vezes até adotam», esclareceu a veterinária.
Ainda assim, existe «muito irresponsabilidade na parte dos animais», já que «há muitos que não têm qualquer tipo de vacina, nem chip».
«As pessoas não querem essa responsabilidade. Estão a entrar muitos e a sair poucos, mas também temos de ter cuidado com as adoções, porque nem sempre as coisas correm bem. Temos de ter noção disso», destacou a Sofia Peixoto.
Desta forma, prevê-se um «trabalho muito árduo pela frente», deixando ainda um pedido para quem quiser adotar um “amigo de quatro patas”.
«Se as pessoas os querem ter, que os tenham em condições e, sobretudo com as coisas mínimas, ou seja a vacina da raiva e chip. Isto é também para nos ajudar», confessou.
Em relação ao processo de adoção, a médica explicou que se deve dirigir ao município e/ou falar diretamente com veterinária. Após este primeiro passo, «fazemos a triagem, falamos um pouco com a pessoa, sensibilizamos e explicamos que existe despesa», nomeadamente com comida e vacinas.
São também verificadas as «condições», pois «há pessoas que querem adotar, mas não têm condições».
«Podem viver em casas pequenas e a verdade é que há animais que não se dão em casas pequenas, como os de grande porte», exemplificou a doutora.
Na fase final, «se tudo correr bem, fazem a parte da papelada, nomeadamente o termo responsabilidade e outras documentações e, se ambas as partes concordarem, as pessoas levam os animais».
Já relativamente ao CRO, Sofia Peixoto sublinhou que, neste momento, os serviços abrangem «só animais errantes e as campanhas de raiva» e que, futuramente, poderá haver voluntariado na infraestrutura: «Já foi pedido à Câmara».















