A Câmara Municipal de Estremoz está a estudar a possibilidade de avançar com a requalificação de todo o centro histórico de Évora Monte. A informação foi revelada pelo presidente do município, José Daniel Sádio, em declarações ao Jornal ODigital.pt.
Segundo o autarca, está em curso trabalho técnico e institucional que poderá permitir a concretização de investimentos na vila histórica, em articulação com o Património Cultural, I.P.
José Daniel Sádio explicou que «iremos ter também aqui em Évora Monte um monte de investimento para a sua qualificação», considerando que a distinção recentemente atribuída à localidade reforça a necessidade de «lapidar este diamante que aqui está».
Investimento poderá abranger todo o centro histórico
Questionado diretamente sobre a possibilidade de a intervenção abranger todo o centro histórico, o presidente da Câmara de Estremoz confirmou essa hipótese, embora sem avançar ainda detalhes concretos.
«Há de haver tempo para ver projeto. Há de haver definição. Neste momento não posso revelar mais do que isso, mas há o firme compromisso da tutela e, no caso do Património Cultural, I.P., que é quem tem essa competência», afirmou.
O autarca sublinhou ainda que já existem intervenções em preparaçãono centro histórico de Estemoz, apontando o caso do Revelim de São Lázaro, onde decorrem trabalhos técnicos com vista ao avanço da obra.
«Já há trabalho técnico a avançar para a recuperação do Revelim de São Lázaro, onde o acesso está cortado. Estão a ser desenvolvidos os trabalhos de projeto para avançar com a obra», referiu.
Fortaleza e muralhas também identificadas para recuperação em Estremoz
José Daniel Sádio acrescentou que existem outros problemas identificados ao nível da fortaleza e das muralhas de Estremoz, defendendo que existe vontade por parte do Património Cultural para avançar com futuras intervenções.
«No futuro também há outros trabalhos em toda a fortaleza e toda a muralha, em termos de recuperação, e alguns problemas já estão sinalizados», disse, acrescentando que «houve esse assumir de vontade por parte do Património Cultural para fazer».
O presidente da autarquia considera que o processo está a evoluir de forma positiva, embora admita que será necessário tempo até à concretização das intervenções previstas.
«Estamos no caminho certo. É uma questão de termos tempo e paciência, sabendo que estamos no caminho certo», concluiu.
















