O Arronches e Benfica recebeu este domingo a equipa do GD Peniche, no Estádio Municipal Francisco Palmeiro.
Uma partida que colocava frente a frente o segundo e o terceiro classificados e que terminou com uma vitória por 1×0 para a equipa da casa.
Campo inclinado
O jogo prometia ser disputado e quente, principalmente pela pouca diferença de pontos. O que é certo é que foi mesmo a equipa visitante que se apresentou mais assertiva em campo.
Logo nos primeiros minutos, beneficiou de um canto que causou perigo para a baliza de Framelin Ohoulo. Ainda houve tempo para um remate que certamente “tirou tinta ao poste” e para um livre à entrada da área.
Do lado dos arronchenses, pouca resposta. Mérito para a defensiva da formação forasteira, que soube bem sacudir a pressão e partir, muitas vezes, em contra-ataque.
Contra a corrente
Há quem diga que as coisas que menos se esperam sabem melhor. O que é certo é que, no futebol, muitas vezes, essa tónica resulta em verdadeiros baldes de água fria. Foi realmente o que aconteceu.
Aos 23 minutos, completamente contra a corrente do jogo, Miguel Rosário fez inaugurou o marcador, depois de um canto batido pela direita, que o defesa do Arronches só teve de encostar.
Esta festa depois de Framelin quase ter permitido que um atraso resultasse em golo para o Peniche, depois de se ter adiantado em demasia no terreno. Algo que foi muito recorrente.
Terá sido o vento?
Nada fazia prever o que aconteceu. Nem o que viria a acontecer daqui para a frente. O campo voltou a inclinar, mas para o outro lado. Talvez pelo vento, que se fazia sentir e que pendia para aquele lado.
Brincadeiras à parte, o Arronches e Benfica despertou completamente depois do golo. Muito mais conscientes do passe, muito mais imperativos na pressão e muito mais assertivos no corte. Talvez se tenha ouvido Scorpions nos festejos: “Wind of Change [Vento de Mudança]”.
Ainda assim, foi preciso chegar para lá dos 40’ para que o Peniche conseguisse recuperar algum fulgor, deixando o futuro “in the air”, antes do intervalo.
Brincadeiras
Voltaram os jogadores do intervalo, mas parece que o jogo continuou exatamente na mesma estrofe. Muito equilibrado, com alguns lances de perigo para ambas as partes e alguma animação que tanto apaixona.
Há que agradecer a animação a Framelin, que continuava a sair desconcertadamente. Ora atrapalhava-se com os pés, ora efetivamente com as saídas desajustadas, até mesmo pelas defesas “para a fotografia”. Ia dando expectativa nas bancadas, mas também intranquilidade, diga-se.
Com “brincadeiras” assim, o Peniche foi ganhando confiança num erro do guardião e, claro, no subir das linhas para tentar o empate.
Gerir emoções
Claro está que o Peniche conseguiu subir metros e subir uns patamares exibicionais e de forma quase que natural. Encostou muito o Arronches e Benfica às cordas com energia no ataque, que muitos deram lances de perigo.
Os cantos e os livres à entrada da área foram mais que muitos. Incontáveis até.
No entanto, a partida entrou numa toada de, principalmente, gestão de emoções. Framelin continuava a dar muita exaltação ao encontro, mas também o marcador Miguel Rosário a ser patrão na defesa.
Do lado adversário, jogava-se muito com o coração. Viu-se muitas vezes passes longos à procurar de uma potencial desmarcação. A defesa subiu muito também, o que foi também permitindo alguns contra-ataques pouco frutuitos.
| Arronches e Benfica | GD Peniche |
| 1 | 0 |
| Miguel Rosário (23′) |















