O Elvas recebeu este sábado o Mortágua FC, em jogo a contar para a Série C do Campeonato de Portugal.
Numa partida em que a equipa alentejana assumiu as rédeas logo no começo e que foi obrigada a gerir até ao final. Ainda assim, o 1×0 final deixou água na boca.
Entrar a decidir
A equipa de Pedro Hipólito entrou com o pé direito. Quase literalmente. Um golo de Henrique Cavalcante logo aos 3 minutos colocou os cavaleiros na frente do marcador, com uma assistência do poste, após remate de Enoh.
Uma jogada em que mostrou muito daquilo que estaria para acontecer nos próximos minutos. Os três da frente muito ligados à corrente, como as luzes de Natal na árvore, sempre em busca do erro ou do espaço na defensiva adversária.
Toada esta que se manteve em toda a primeira parte e que demonstrava cada vez mais que o 1×0 começava a ficar injusto, de tanto que a equipa elvense chegava às zonas de decisão. Decisão esta que nem sempre era a melhor.
Defensivamente também não era muito diferente, já que o Mortágua teve de esperar pelos 26 minutos para o primeiro remate, por intermédio e Diogo Brás, de cabeça. Certo que muito desenquadrado, e que quase deu em lançamento, mas contou para a estatística.
Harmonia em tempo dela
Consequência do remate ou não, mas o que é verdade é que a equipa forasteira começou a ganhar confiança. Nada de alarmante para Bruno Bolas, mas foi o suficiente para dar “harmonia” a uma partida que até então era de sentido único.
O Elvas passou a querer jogar na pressão, com as pilhas sempre carregadas. Com muito espaço no meio-campo, os cavaleiros pecavam muito no último passe. Miolo adversário que estava muito encostado à defesa e em busca do contra-ataque, mas que deixava muitas vezes os avançados amarelos sozinhos com muitas pernas e metros pela frente.
Cavaleiro à espera do sininho
No regresso para a segunda metade, o jogo virou. O Mortágua entrou mais agressivo e com vontade de empatar, não permitindo a velocidade dos elvenses. Foram mais perigosos do que em todo o primeiro tempo e ainda conseguiram segurar as intenções dos da casa.
Competência esta que se foi esvaziando com o passar dos minutos, até porque Pedro Hipólito colocou mais musculo no meio-campo perto dos 60 minutos. Um claro sinal que era pelo “sino” que esperavam, tamanha era a apetência do adversário.
Recorrendo à metáfora, esta metade foi mesmo um “sino”, mas daqueles que não toca. Pode-se comparar a partida a um badalo que anda de um lado para o outro, assim como a bola e o sentido do jogo.
Para cá e para lá, para a esquerda e para a direita. Se a primeira parte mostrou que o “sino” ficava em casa, quem assistiu só à segunda não teve tanta a certeza disso.
| O Elvas SAD | Mortágua FC |
| 1 | 0 |
| Henrique Cavalcante (3′) |















