O Elvas recebeu este domingo o Sertanense FC, numa partida a contar para a 8ª jornada da Série C do Campeonato de Portugal.
A jogar em casa, o líder do campeonato teria uma partida teoricamente fácil, com o penúltimo classificado. Num jogo confortável para os cavaleiros, mas sem grandes oportunidades, a o resultado fixou-se no 1×0.
Pacto de passividade
Prometia-se um jogo com um caudal ofensivo relevante. Uma equipa que não queria deixar cair a liderança e outra que queria sufocar um bocadinho menos. Contudo, um verdadeiro pacto de passividade foi o que quem pagou bilhete viu.
Não houve sufoco, de ambas as partes. A falta de assertividade foi a toada mais clarividente, seja no passe, ou no remate. Foi valendo a bem composta bancada e o grupo de apoio aos alentejanos que não deixaram descansar o tambor.
Com o passar dos minutos, estava mais que certo que tenha que ser no erro que os conjuntos tinham de jogar. Assim foi, perspicazes os técnicos, principalmente Pedro Hipólito, que conseguiu quebrar o enguiço aos 29 minutos com Desmond Nketia.
Verdadeira confusão na área depois de um livre batido perto do meio-campo. O avançado apenas teve de encostar, mas já em desequilíbrio. A única oportunidade clara na primeira parte.
É verdade que O Elvas conseguiu sempre, a partir desse momento, impor-se no jogo, mas também com alguns percalços. A vontade elvense seguia em frente, mas nem sempre da forma desejada, o que acabou com muitas das oportunidades.
Queria-se intervalo. Precisava-se de ideias e de algum frescor nas pernas, não pelo cansaço, mas pela correria que se viu. Aproveitar mais esse fulgor, era uma necessidade.
Primeira parte, parte 2…
Ora bem, por onde começar sem tocar nos mesmos pontos que já foram tocados na primeira parte? Não querendo ser redundante, mas efetivamente nada mudou.
É certo que não é um voltar à “estaca zero”, até porque O Elvas já conseguiu inaugurar o marcador, mas, ainda assim, o jogo continuou muito partido e nem o descanso o fez mudar.
Não se pretende aqui também ser repetiitivo, porém o encontro tornou-se desinteressante. Não necessariamente de ler, mas certamente para quem pagou bilhete. Afinal de contas, quem pagaria um bilhete para ver duas vezes seguidas o mesmo filme?
… mas sem golos
Procurando pontos de interesse, seria hipocrisia dizer que não aconteceu nada. Houve pouco, mas houve.
A “fórmula” do primeiro golo foi-se destacando em todos os livres batidos pel’O Elvas. Bola batida para o coração da área do Sertanense à espera de algum golpe de infelicidade, já esperado, do guardião forasteiro. O que não aconteceu.
Do lado da equipa da Beira Baixa, a toada foi sendo também de “chuveirinho”. Podia ter dado resultado, à passagem do minuto 70, onde Bruno Bolas saiu muito mal da sua baliza. O marcador poderia ter sido alterado, não fosse a concentração da defesa elvense.
Também houve um ato no mínimo caricato. O presidente da equipa visitante foi expulso já perto dos 90′, no meio de uma paragem para substituições dos da casa. Ao que tudo indica por protestos e por palavras mais acesas.
| O Elvas | Sertanense FC |
| 1 | 0 |
| Desmond Nketia (29′) |















