O Elvas recebeu este domingo o Benfica de Castelo Branco, em uma partida a contar para a quarta jornada da Série C do Campeonato de Portugal.
O encontro marca o regresso do clube elvense às competições, depois de uma pausa para a Taça de Portugal (ficou isento na 1ª eliminatória), mas que a equipa da casa venceu categoricamente por 3×0
“Ó Elvas, ó Elvas”
Com uma entrada forte, O Elvas entrou com uma vontade clara. Adiantar-se cedo na partida. Começar com o “pé direito”, como diz o ditado popular. Magia do destino seria se assim fosse.
O que é certo é que assim foi. Do pé direito do aniversariante Lucão nasceu o primeiro da partida logo ao minuto 8. Cruzamento a partir da esquerda e o avançado só teve de encostar.
Com Badajoz “à vista”, o jogo encaminhava-se muito bem para a equipa da casa. Já com um tento marcado, e tão cedo, seria fácil apostar na magia da gestão, até para poupar pernas para os restantes minutos. Ainda assim, Pedro Hipólito tinha outras intenções.
Após uma perda de bola no terço defendido pelos albicastrenses, O Elvas recuperou e pressionou a defesa contrária, aos 14 minutos. Pouco houve para ultrapassar. O mesmo pensou Nketia, que rematou em jeito para o 2×0.
Com entradas assim…
A entrada de rompante do conjunto do Alto Alentejo deu muitos frutos. Aliás, pomares de frutos. Pedro Hipólito montou uma estrutura bastante capaz para desmontar a tática da equipa visitante. Habituados à casa? Talvez, mas com entradas assim, é fácil dizer que foi uma boa “primeira poda”.
Contudo, o ritmo baixaria perto da meia hora. Já com um resultado confortável, a equipa da casa teria apenas de se gerir a si própria. As pernas, os ânimos e, claro, a retaguarda, que esteve muito bem orientada por Bruno Bolas – muito comunicativo com a sua defesa.
Por falar em retaguardas, a do Benfica de Castelo Branco também se organizou depois de duas falhas fulcrais. Os centrais melhor posicionados e melhor articulados foram a chave para este facto. Também os laterais passaram a ter mais tarefas defensivas, que ofensivas.
Com tanta organização, o jogo acabaria por seguir para um equilíbrio absoluto. Oportunidades de parte a parte, mas com poucas intervenções dos guardiões. O intervalo já escasseava para ambas as equipas.
Plafond mágico na reserva
O descanso trouxe novas ideias, contudo para o lado albicastrense, que entrou bem mais atrevido. No passe, na mudança de ritmo, no posicionamento. Em praticamente tudo. Os mesmos jogadores, com outras dinâmicas. Uma equipa bem diferente, este Benfica de Castelo Branco.
Outra equipa também ficou O Elvas. Após um pequeno fogacho de velocidade logo nos suspiros iniciais, a magia parecia ter ficado na primeira parte. Muito fechados, muita leniência no processo defensivo com os centrais a serem muitíssimo solicitados, com cruzamentos para o coração da área.
Tirado da cartola
Com a partida assim, tudo se parecia encaminhar para uma parte de maior gestão. Não havia fogachos de criatividade, nem de velocidade. A pressão ia sendo sacudida. A jogar na tentativa de gerar um erro na estrutura adversária. Muito longe da exibição da primeira parte.

Num dos erros gerados, Pedro Cotão (entrou para o lugar do lesionado Clésio) tentaria uma incursão da lateral esquerda para o centro. Acabou por ser travado em falta. Batido em cruzamento, a bola acabou por sobrar para Enoh já perto da linha final. Sem tocar em ninguém, um passe a “rasgar” a defesa acabou por ir parar a Nketia, que só teve mesmo de beijar as redes.
Um verdadeiro “coelho tirado da cartola” pelo homem do conjunto alentejano ao passar do minuto 67. Jogada ensaiada, mister? Ficou essa impressão.
Agora sim, gerir
Com a vitória mais que assegurada, O Elvas só teve de gerir o que restava da partida. Passou a não correr riscos desncessários em busca de mais um, passou a jogar mais para a estatística do que para o resultado (que já não se alteraria).
Do outro lado, a apatia da derrota. Certo que em busca do “tento de honra”, mas sem a critividade necessária para que tal viesse a acontecer. Ora o cruzamento, ora o último passe, ora pela impotência que a turma elvense ia impondo aos visitantes.
Certo que com alguns fogachos de animação para os adeptos, com alguns apontamentos de parte a parte, mas que em nada iriam influenciar mais no marcador.
| O Elvas SAD | Benfica Castelo Branco |
| 3 | 0 |
| Lucão (8′) Nketia (14′ e 67′) |















