A candidatura de Vila Viçosa a Património Mundial da UNESCO entrou numa nova fase de análise internacional, após a receção dos primeiros pedidos de esclarecimento vindos de Paris. O presidente da Câmara Municipal de Vila Viçosa, Inácio Esperança, confirmou que o processo está a avançar dentro dos prazos estabelecidos e já em avaliação pelo ICOMOS, entidade consultiva da UNESCO.
Segundo Inácio Esperança, «a candidatura está em bom andamento. Chegou a Paris». O autarca explicou que, pouco depois da chegada do dossier à sede da UNESCO, foram solicitados alguns elementos adicionais. Entre os pedidos recebidos está «uma carta topográfica», além de pequenas correções classificadas como ajustamentos de pormenor. O presidente sublinhou que «são aqueles pedidos de início, vai começar a ser avaliada em Paris. Aliás, já começou. É a primeira apreciação».
Primeiros pedidos de Paris e prazos para resposta
A autarquia tem agora um prazo definido para responder às questões colocadas. «Temos até dia 10 de dezembro para responder a essas três ou quatro questões que nos propuseram», afirmou Inácio Esperança. Os elementos solicitados serão integrados no dossier final antes de nova ronda de apreciação.
O presidente explicou a sequência de passos prevista: «O dossier, já com essas alterações, vai começar novamente a ser analisado em Paris dia 30 de janeiro, na primeira reunião do ICOMOS». A partir desse momento, poderá iniciar-se o processo de visitas técnicas a Vila Viçosa por parte dos comissários do organismo internacional.
Única candidatura portuguesa atualmente em análise
Inácio Esperança destacou ainda que Vila Viçosa é, neste momento, «a única candidatura portuguesa que está em Paris», facto que considera relevante para avaliar o posicionamento de Portugal no ciclo de candidaturas em curso. Sobre as perspetivas futuras, o presidente assinalou que «pode haver decisão sempre», embora o processo dependa do cumprimento das etapas técnicas previstas e da calendarização internacional.
«Acho que temos boas perspetivas. Agora é questão de trabalhar também nisso. Ainda há um caminho a fazer», concluiu.















