O presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, Cândido Barbosa, destacou a aposta na internacionalização da Volta ao Alentejo e admitiu a ambição de elevar o estatuto da prova, após a edição que terminou em Évora.
Em declarações ao jornal ODigital.pt, o responsável explicou que a federação assumiu este ano a organização da competição, sublinhando as mudanças introduzidas.
«A Federação Portuguesa de Ciclismo pela primeira vez organizou a Volta ao Alentejo e quisemos nos actualizar. O ciclismo cada vez está mais globalizado», afirmou
Aposta na internacionalização da prova
Cândido Barbosa destacou o reforço das condições de divulgação e visibilidade como fator determinante para atrair equipas estrangeiras.
«Com o aporte da televisão, todas as equipas nacionais têm outro retorno e as equipas estrangeiras têm apetite de vir ao Alentejo porque estão a ser comunicadas», referiu.
O dirigente apontou ainda o ciclismo como um meio de promoção do território, salientando o papel da prova na valorização da região.
«Temos que aproveitar a boleia do ciclismo para mostrar a todo o mundo» o património do Alentejo, afirmou.
Objetivo de subida de escalão
O presidente da federação indicou que a edição deste ano foi pensada como base para uma evolução futura da competição.
«O objetivo foi este ano criarmos esta almofada de condições para que […] possamos pedir uma subida de escalão», explicou.
Segundo Cândido Barbosa, a Volta ao Alentejo é, entre as provas organizadas pela federação, aquela com maior potencial de crescimento.
«De todas as provas que a Federação organiza, esta é aquela que mais margem tem de evolução», afirmou.
Melhorias na organização e segurança
Entre as mudanças introduzidas, o dirigente destacou a melhoria das condições logísticas e de segurança.
«A sinalética de percurso é algo importantíssimo porque tem a ver directamente com a segurança», referiu, acrescentando que a avaliação técnica da prova foi positiva.
Equilíbrio competitivo valorizado
Do ponto de vista desportivo, Cândido Barbosa sublinhou a estrutura da prova como fator de equilíbrio entre os corredores.
«Quisemos tornar a prova interessante do ponto de vista internacional […] e trazer uma parte desportiva mais equilibrada», afirmou.
O responsável destacou ainda a dinâmica competitiva ao longo das etapas, considerando que a alternância na liderança contribuiu para o interesse da corrida.
«A camisola amarela mudou dia a dia […] para criar esta dinâmica desportiva», referiu.
Évora como palco final da prova
Sobre a chegada à cidade de Évora, Cândido Barbosa considerou que o cenário contribuiu para o encerramento da competição.
«Esta magnífica Praça do Giraldo […] dá a excelência para uma chegada», afirmou, referindo que o final da prova na cidade permitiu «fazer o fecho da alentejana».
O dirigente admitiu ainda a possibilidade de reforçar a prova na próxima edição, em articulação com entidades regionais e institucionais, apontando ao crescimento sustentado da Volta ao Alentejo.















