A Cáritas Arquidiocesana de Évora apresentou recentemente o projeto CuiDAR, uma iniciativa de apoio domiciliário especializado que tem como tema âncora o suporte aos cuidadores informais, reconhecendo o impacto físico e emocional que o cuidado diário de familiares dependentes pode representar.
O coordenador do projeto, João Cachaço, explicou que se trata de uma resposta inovadora que pretende apoiar não apenas pessoas em situação de dependência, mas também quem cuida diariamente no domicílio. «Este projeto é inovador porque, para além de prestar apoio às pessoas com dependência, presta também apoio aos cuidadores informais que estão em casa e muitas vezes também a precisar de algum suporte e de descanso, que é tão necessário», afirmou.
Apoio psicológico, psicomotricidade e combate ao isolamento
O projeto teve início em novembro, embora o lançamento público esteja agora a ser realizado, estando ainda a ser ultimados os preparativos para a entrada no terreno. Segundo João Cachaço, o CuiDAR vai contemplar várias atividades dirigidas tanto aos utentes como aos cuidadores informais.
«Vai incluir apoio psicológico para utentes e cuidadores, sessões de psicomotricidade para estimular a função cognitiva e física, e também saídas ao exterior», referiu, acrescentando que uma das metas é permitir que o cuidador possa ausentar-se por algumas horas, quebrando o isolamento vivido por muitas destas famílias.
O coordenador sublinhou que, em muitos casos, os agregados familiares encontram-se «enclausurados em casa», pelo que o projeto pretende também promover momentos de alívio e maior integração social.
Abrangência e duração do projeto
No final, o CuiDAR poderá abranger cerca de 80 pessoas, de forma simultânea ou faseada. A iniciativa terá uma duração de dois anos, contando a partir de novembro do ano passado.
A intervenção está circunscrita às freguesias urbanas da cidade de Évora e à freguesia dos Canaviais. João Cachaço esclareceu que o projeto foi desenhado especificamente para este território. «Foi concebido para a cidade de Évora e financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, estando circunscrito geograficamente», explicou.
Financiamento e parcerias locais
O projeto dispõe de um orçamento global de cerca de 150 mil euros para os dois anos, permitindo a contratação de recursos humanos e a aquisição de materiais e equipamentos de apoio às atividades.
João Cachaço destacou ainda a rede de parceiros envolvidos, referindo o contributo de várias entidades. «Vamos ter apoio na formação com a APA e a CDM, suporte na área da saúde, a Universidade de Évora com investigação associada, a Segurança Social, a Câmara Municipal de Évora e associações ligadas aos cuidadores informais», enumerou.
O projeto contará também com o Agrupamento de Escolas Severim de Faria, que irá disponibilizar estagiários e voluntários.
Perspetivas de continuidade
O coordenador revelou que esta é já a segunda edição da iniciativa apoiada pela Fundação Calouste Gulbenkian, admitindo que poderá haver continuidade após o término desta fase.
«Penso que há perspetivas de poder haver continuidade no futuro», concluiu.
As fichas de inscrição estão disponíveis online através das redes sociais do projeto ou em papel nos parceiros locais. Mais informações podem ser obtidas pelo email cuidar@caritasevora.pt ou pelos contactos telefónicos da Cáritas e da equipa CuiDAR.
Fique com as imaens da cerimónia de apresentação:





























