A procura por casas para arrendar em Portugal aumentou no quarto trimestre de 2025, com cada anúncio a receber, em média, 22 contactos antes de ser retirado da plataforma, mais 5% do que no mesmo período de 2024. Os dados são de uma análise do idealista, que indica que o interesse das famílias se manteve elevado apesar da subida de 0,9% no preço das rendas no final do ano.
O Alentejo surge em destaque neste retrato nacional, com Évora a registar um aumento de 50% no número médio de contactos por anúncio, a maior subida entre todas as capitais de distrito analisadas. A cidade alentejana aparece também entre as que reuniram mais procura no período em análise, com uma média de 27 contactos por imóvel anunciado para arrendamento.
Évora e Beja entre as cidades com maior procura
No quarto trimestre de 2025, Évora foi uma das capitais de distrito com maior número médio de contactos por anúncio, surgindo ao lado de Setúbal, ambas com 27. Beja aparece logo a seguir, com 26 contactos, o que coloca duas capitais do Alentejo no grupo de cidades com maior procura por habitação para arrendamento.
Segundo os dados divulgados, Santarém liderou a lista nacional, com 34 contactos por anúncio, seguida de Leiria, com 29. Além de Évora e Setúbal, o idealista indica que Beja e Ponta Delgada também registaram 26 contactos por imóvel anunciado.
Portalegre com quebra acentuada de 63%
O relatório revela ainda uma evolução desigual entre capitais de distrito, com subidas em 10 cidades e descidas em outras 10. No Alentejo, além do crescimento em Évora e Beja, Portalegre registou a maior queda a nível nacional, com uma redução de 63% na média de contactos por anúncio face ao mesmo período do ano anterior.
“Procura mantém-se elevada”, diz porta-voz do idealista
Em comunicado, Ruben Marques, porta-voz do idealista, afirma que «a ligeira subida do número médio de contactos por anúncio no final de 2025, a nível nacional, confirma que a procura por habitação para arrendamento se mantém elevada», sublinhando que o interesse das famílias continua sem sinais de abrandamento significativo.
O responsável acrescenta ainda que, apesar desse cenário, «os valores das rendas continuam em patamares elevados, fora do alcance de uma parte significativa da população portuguesa».
A análise foi realizada com base em dados recolhidos e tratados pelo idealista/data, unidade dedicada a informação para profissionais do setor imobiliário.















