O Chega recomendou ao Governo que adote medidas para avançar com a construção da variante à Estrada Nacional 246 (EN246), em Santa Eulália, no concelho de Elvas, no distrito de Portalegre.
Num projeto de resolução entregue no parlamento, enviado hoje à agência Lusa pelo grupo parlamentar do Chega, os deputados alertam que a EN246 é “uma via estruturante” na região, “assegurando a articulação” entre Elvas, Arronches e Portalegre.
Esta via, lembra aquele partido, desempenha igualmente “função relevante” na ligação à fronteira com Espanha e nos “fluxos transfronteiriços” de pessoas e mercadorias.
“Sucede, porém, que, na freguesia de Santa Eulália, concelho de Elvas, subsiste há décadas um estrangulamento rodoviário associado à travessia inferior da Linha do Leste, cujas limitações físicas condicionam a circulação, designadamente de veículos pesados”, pode ler-se no documento.
E, continuam os deputados, essas limitações “têm sido reiteradamente identificadas a nível local como fator de constrangimento à fluidez e segurança do tráfego”.
Para o Chega, trata-se “de um problema antigo” e “há muito reconhecido” local e institucionalmente, “sem que até hoje tenha sido concretizada uma solução definitiva” para este caso.
“A limitação existente no atravessamento ferroviário de Santa Eulália tem consequências permanentes, comprometendo a circulação em condições de segurança, condicionando o tráfego de veículos pesados, induzindo percursos alternativos menos adequados e repercutindo-se negativamente na organização dos fluxos rodoviários e logísticos num eixo regional relevante”, vincam.
No projeto de resolução, o grupo parlamentar do Chega recomenda ao Governo que proceda à “definição e validação” da solução técnica definitiva destinada a eliminar o atual estrangulamento rodoviário da EN246 em Santa Eulália e que promova a “regularização institucional e administrativa” do processo de concretização da variante.
Os deputados do Chega querem ainda que o executivo determine a “elaboração, aprovação e calendarização” do respetivo projeto de execução, “assegurando a transparência” dos respetivos prazos e fases.
Por último, recomendam ao Governo que garanta a “inscrição e afetação” dos meios financeiros necessários à realização da obra e ao cumprimento do calendário estabelecido.















