A Bio-região da Margem Esquerda do Guadiana (BIOMEG) viu aprovado o seu primeiro projeto de animação territorial, com financiamento do programa Alentejo 2030, a desenvolver entre 2025 e 2028.
O Plano de Desenvolvimento Local PDLBIOMEG 2025/28 abrange os municípios de Mourão, Barrancos, Moura, Serpa e Mértola, envolvendo um conjunto de entidades públicas e privadas do território.
A candidatura foi liderada pela Rota do Guadiana – Associação de Desenvolvimento Integrado, em parceria com autarquias, associações do setor agrícola, entidades científicas e empresariais.
Projeto aposta na sustentabilidade e agricultura biológica
O plano tem como objetivo promover a gestão sustentável dos recursos alimentares e ambientais, incentivando práticas de produção, comercialização e consumo associadas à agricultura biológica.
Segundo o comunicado, a estratégia envolve produtores, consumidores, organizações e autoridades locais, procurando reforçar a autonomia do território neste domínio.
Cinco áreas de intervenção previstas
O projeto estrutura-se em cinco tipologias de intervenção.
A primeira incide na capacitação de atores e redes, com ações de formação, jornadas técnicas, seminários e iniciativas de educação alimentar, incluindo a realização do terceiro encontro de agricultores biológicos da região.
A segunda componente diz respeito à governação e coordenação do consórcio, incluindo avaliação externa e realização de visitas nacionais e internacionais.
Na área do marketing e dinamização territorial, estão previstas ações de comunicação, intercâmbios com outras bio-regiões, organização de mercados biológicos, fins de semana gastronómicos e produção de conteúdos audiovisuais.
O plano contempla ainda intervenções de qualificação de espaço público nos municípios abrangidos, bem como a reabilitação de equipamentos coletivos, incluindo a instalação de um laboratório biológico.
Consórcio reúne entidades públicas e privadas
Além dos cinco municípios, integram o consórcio entidades como a AGROBIO – Associação Portuguesa de Agricultura Biológica, o INIAV, o CEBAL e o NERBE, entre outras organizações ligadas ao desenvolvimento regional e à investigação.
















