O Alentejo conseguiu preencher 115 das 135 vagas abertas no Concurso Externo Extraordinário (CEE) para colocação de professores, o que corresponde a uma taxa de ocupação de cerca de 85%, segundo dados divulgados pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação. A região integra o conjunto de zonas do país identificadas como carenciadas em docentes, onde persistem maiores dificuldades na atração e contratação de profissionais para as escolas públicas.
As colocações dizem respeito aos Quadros de Zona Pedagógica (QZP) 54, 57 e 58, que abrangem vários concelhos do território alentejano. No total nacional, o concurso permitiu ocupar 1.639 das 1.800 vagas disponíveis, o equivalente a 91%, abrangendo também as regiões de Lisboa e Vale do Tejo, Península de Setúbal e Algarve.
De acordo com a Agência para a Gestão do Sistema Educativo (AGSE), candidataram-se 4.282 docentes considerados válidos, sendo que 942 dos colocados detêm qualificação profissional. As vagas não preenchidas correspondem a lugares em QZP e não a horários concretos em escolas, não se traduzindo, segundo o ministério, em situações de alunos sem aulas.
No conjunto das regiões a concurso, foram totalmente preenchidas as vagas do grupo de recrutamento do 1.º Ciclo do Ensino Básico (GR 110), considerado um dos mais carenciados a nível nacional. Também disciplinas como Matemática e Geografia do 3.º Ciclo e Secundário registaram ocupação total das vagas abertas.
O Governo aponta a vinculação permanente e os apoios financeiros à deslocação como instrumentos para mitigar a falta de professores em territórios com menor capacidade de fixação de docentes, como o Alentejo. Este ano letivo, o apoio à deslocação foi alargado a educadores e professores colocados a mais de 70 quilómetros da residência fiscal, com majoração para zonas consideradas deficitárias.
O período de aceitação das colocações decorre entre 27 de janeiro e 2 de fevereiro. Este é o segundo concurso externo extraordinário promovido pelo atual executivo, depois de, em novembro de 2024, terem sido integrados nos quadros mais de 1.800 professores em regiões com carência de docentes.















