A realização da 3.ª GWTO-OMET Global Summit on Responsible Enotourism, que decorre em Beja, constitui mais um passo na afirmação do Alentejo como destino internacional de enoturismo.
A convicção foi expressa pelo secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Pedro Machado, à margem da sessão de abertura da cimeira mundial.
“Portugal tem feito um esforço nos últimos anos para se posicionar como o melhor destino de enoturismo do mundo. Teve um desses reconhecimentos em novembro de 2025, em Madrid, por uma das associações mais prestigiadas”, afirmou.
Para o governante, a realização da cimeira no Alentejo surge na sequência do trabalho desenvolvido nos últimos anos pela região e pelas entidades ligadas ao turismo.
“Esta convenção, aqui em Beja, no Alentejo, vem reforçar o trabalho que vínhamos a desempenhar há vários anos para nos posicionarmos, mas simultaneamente puxar por aquilo que é hoje a nossa diferenciação e que os nossos destinos têm na composição da marca Portugal”, referiu.
Pedro Machado destacou ainda a evolução do Alentejo enquanto destino turístico, apontando a região como uma das que mais cresce no país.
“São dados de há dois dias. É uma das regiões que mais cresce do ponto de vista nacional, quer em mercado nacional, quer em mercado internacional. E é um dos destinos que se tem vindo a posicionar muito forte em matéria de enoturismo”, sublinhou.
Representantes de 23 países em Beja
O secretário de Estado salientou igualmente a dimensão internacional do encontro, que reúne participantes de 23 países, considerando que a presença de operadores, especialistas e responsáveis do setor constitui uma oportunidade para dar a conhecer o território e reforçar a sua notoriedade além-fronteiras.
“Temos aqui representantes de 23 países. Temos aqui o México, temos aqui a Grécia. É relevante que venham conhecer o território”, afirmou.
Segundo Pedro Machado, o enoturismo assume hoje um papel relevante na estratégia turística nacional, beneficiando da diversidade do património vínico português.
“Portugal tem 252 castas autóctones, o que faz de Portugal um dos países mais competitivos do mundo. O nosso terroir é o nosso ADN, aquilo que nos torna singulares e diferentes do resto do mundo”, disse.
Interior ganha peso na estratégia turística nacional
Durante a entrevista, o governante destacou também a importância de acolher eventos internacionais em territórios do interior, defendendo uma distribuição mais equilibrada da atividade turística pelo país.
“Portugal vale por ser um país inteiro. Durante muitos anos, a indústria do turismo estava concentrada em dois ou três destinos. Hoje, Portugal vale pelo seu todo e esta é uma aposta forte”, afirmou.
A GWTO-OMET Global Summit on Responsible Enotourism decorre até quarta-feira em Beja, reunindo especialistas, académicos, produtores de vinho, operadores turísticos e investidores ligados ao setor do enoturismo. A iniciativa integra a programação da Capital Europeia do Vinho 2026, atribuída ao Baixo Alentejo.
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