Muito se tem falado em mercados online e no escoamento de produtos tradicionais através da internet, mas há setores que ainda não aderiram a essas novas oportunidades de negócio, no entanto não baixam os braços.
É o caso de Octávia Rebelo, da Salsicharia Canense, com localização em Cano, no concelho de Sousel (Portalegre), adiantou à Agência Lusa que vende pouco fumeiro para revenda, uma vez que o negócio é pequeno e é só conhecido pelo boca-a-boca.
“[A produção] baixou um bocado, porque a nossa casa é conhecida por quem come, prova e leva e depois diz a outro senhor que é bom. É conhecido assim. Com gente de fora que vem passar os fins de semana ou que vem dar uma volta, conhecer o Alentejo”, indicou.
Primando pela produção de fumeiro artesanal, Octávia Rebelo lembrou que teve de fechar a loja durante o confinamento, mas salientou ter esperança num futuro melhor, apesar de serem três pessoas a trabalhar, assegurando que ainda não vende ‘online’.
“A casa é pequenina. Estamos à distância de 20 quilómetros (km) de Estremoz. [Temos] mais encomendas que nos pedem e vai-se levar, ou de pessoas que vêm cá e que levam, o nosso cliente é esse. Para revenda, digo mesmo que não há. Tirando dois ou três [clientes] em Lisboa, não vendemos para lado nenhum”, frisou.















