A Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Borba promove, no próximo dia 23 de abril de 2026, o I Seminário CPCJ de Borba, dedicado ao tema “A Voz do Silêncio – O impacto da violência doméstica no mundo interior das crianças”. A iniciativa terá lugar no Auditório do Pavilhão Multiusos da Aldeia Social da Misericórdia de Borba, com início marcado para as 09h30.
Debate sobre sinais e respostas da comunidade
O programa arranca com uma sessão de abertura que contará com representantes de várias entidades locais e nacionais, incluindo a Câmara Municipal de Borba, o Instituto da Segurança Social, a GNR e a Comissão Nacional das CPCJ.
Ao longo da manhã, o primeiro painel, intitulado “Quebrar o Ciclo”, aborda estratégias de apoio e o papel da comunidade na deteção de sinais de sofrimento em crianças expostas à violência doméstica. Segue-se o segundo painel, “O Direito a ter Voz (Justiça e Proteção)”, centrado na intervenção do sistema judicial e na importância de considerar o testemunho da criança nos processos relacionados com responsabilidades parentais.
Consequências emocionais e intervenção especializada
Durante a tarde, os trabalhos prosseguem com o painel “O Trauma Invisível”, dedicado às consequências emocionais e ao desenvolvimento das crianças em contexto de violência doméstica. A reflexão incide sobre o impacto prolongado destas situações e a forma como podem marcar o percurso das vítimas.
O programa inclui ainda um momento de conversa com a escritora e psicóloga Melanie Tavares, seguindo-se uma mesa redonda subordinada ao tema “E depois do silêncio?”, com a participação de profissionais das áreas da saúde, proteção e intervenção terapêutica.
Encerramento com entidades locais e regionais
A sessão de encerramento está prevista para as 16h45 e contará com intervenções de responsáveis nas áreas da saúde, educação e poder local, encerrando um dia dedicado à reflexão sobre a proteção de crianças e jovens.
O seminário insere-se no âmbito da ação da CPCJ de Borba na prevenção e sensibilização para a violência doméstica, com enfoque nas suas repercussões no desenvolvimento infantil e na necessidade de respostas articuladas entre entidades.















