A LeYa pretende dar continuidade ao projeto do Comboio Literário depois da forte adesão registada na primeira edição da iniciativa, que este fim de semana ligou Lisboa ao Alentejo, com paragens em Évora e Vila Viçosa.
O balanço foi feito por David Lopes, Director Geral e Administrador das Edições Gerais do Grupo LeYa, que destacou o interesse demonstrado pelo público logo nas primeiras horas após a abertura das inscrições.
«As pessoas que ficaram em lista de espera dariam para fazer dez comboios», afirmou o responsável da editora, referindo que a organização não esperava que a iniciativa esgotasse tão rapidamente.
Segundo David Lopes, o programa reunia vários elementos atrativos, desde as carruagens históricas da CP ao contacto direto entre escritores e leitores, passando pelo próprio destino da viagem no Alentejo.
«Nós tínhamos noção que era muito atractivo todo o programa, o sítio para onde o nosso destino, as carruagens históricas da CP», referiu.
“O comboio é o meio mais literário”
O responsável da LeYa considera que o formato escolhido para a iniciativa ajudou a criar uma relação diferente entre livros, autores e leitores.
«Esta iniciativa vem num meio de transporte que é o mais literário de todos, que é o comboio. Não há outro meio mais literário, mais mágico», afirmou.
David Lopes explicou que o objetivo passou por aproximar os livros das pessoas e combater a ideia de que a leitura é algo distante ou inacessível.
«É uma viagem que nos leva ao encontro dos livros, da leitura, dos escritores, dos leitores, dos territórios, das comunidades», disse.
O responsável defendeu ainda que a iniciativa permitiu colocar autores e leitores “lado a lado”, promovendo uma experiência diferente daquela que habitualmente existe em apresentações ou sessões de autógrafos.
Parceria entre entidades foi decisiva
David Lopes destacou também a colaboração entre várias entidades na concretização do projeto, nomeadamente a CP, a Região de Turismo do Alentejo e Ribatejo e os municípios de Évora e Vila Viçosa.
«Quando se juntam os autores, a Região de Turismo do Alentejo, as câmaras municipais envolvidas e outras empresas que nos apoiaram, é possível», afirmou.
O Director Geral e Administrador das Edições Gerais do Grupo LeYa considerou ainda que este tipo de iniciativas poderá continuar a crescer e assumir outros formatos ligados à literatura e ao território.
«Isto é uma primeira página escrita de um livro que pode ter muitas coisas escritas», referiu.
Segundo David Lopes, futuras edições poderão incluir iniciativas dirigidas a diferentes públicos, desde crianças a famílias, incluindo outras áreas ligadas à literatura.
«É um livro em branco que pode ser escrito por todos nós», concluiu.
















