A Coudelaria de Alter recebeu, este domingo, um evento que celebrou a recente classificação da Arte Equestre Portuguesa como Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO. A iniciativa, promovida pela Companhia das Lezírias, pela Câmara Municipal de Alter do Chão, pela Entidade Regional de Turismo do Alentejo e pelo Hotel Vila Galé, destacou a importância deste reconhecimento e o papel do turismo na preservação e dinamização do património nacional.
Entre os intervenientes, Jorge Rebelo de Almeida, presidente do Grupo Vila Galé, sublinhou ao Jornal ODigital.pt o compromisso da empresa na recuperação e valorização de edifícios históricos, salientando o impacto que esta estratégia tem tido no interior do país. A Coudelaria de Alter do Chão, que alberga o hotel Vila Galé Alter Real, é um dos exemplos mais emblemáticos desse trabalho.
A Reabilitação da Coudelaria de Alter e o Papel do Turismo
A aposta na recuperação deste espaço teve início em 2020, com a inauguração do hotel Vila Galé Alter Real, instalado na histórica Coudelaria de Alter, uma das mais antigas coudelarias do mundo, fundada em 1748. No entanto, poucos dias após a abertura, a unidade teve de encerrar devido à pandemia de COVID-19, adiando o plano de dinamização previsto para o local.
«Tivemos a infelicidade não só da pandemia, mas também de nunca conseguirmos realizar o projeto que tínhamos idealizado para dinamizar a sério esta coudelaria», recordou Jorge Rebelo de Almeida. No entanto, com a nova administração da Companhia das Lezírias, o empresário considera que foi possível concretizar finalmente essa ambição. «Hoje, ao fim destes anos todos, conseguimos ver este espaço dinamizado na sua plenitude», afirmou.
O hotel Vila Galé Alter Real insere-se na estratégia do grupo de reabilitação do património edificado, integrando o programa “Turismo de Experiência”, que combina alojamento, cultura e atividades equestres. A unidade, além de oferecer hospedagem, promove a história do cavalo lusitano e das tradições equestres portuguesas, através de experiências ligadas à arte equestre e ao enoturismo.
Dinamização do Interior e Recuperação do Património
A recuperação de edifícios históricos tem sido uma das principais apostas do Grupo Vila Galé, que, segundo o seu presidente, já transformou 18 edifícios históricos em hotéis, contribuindo para o desenvolvimento económico e turístico de várias regiões do país. «Demos dinamismo, criámos riqueza e trouxemos vida nova ao interior», afirmou.
Para Rebelo de Almeida, este modelo de investimento não só preserva o património, como também incentiva a economia local e valoriza o interior do país. «Temos procurado conciliar animação e diversão com cultura, com formação ambiental e com um turismo que respeita a identidade dos territórios», acrescentou.
A ligação entre o turismo e a preservação patrimonial foi um dos temas centrais abordados pelo responsável do Vila Galé, que reforçou a necessidade de um compromisso coletivo para revitalizar o interior. «O interior precisa de dinamismo e de uma coisa que eu acho fundamental: que todos nós perguntemos o que podemos fazer pelo país, em vez de esperarmos sempre o que o país pode fazer por nós», declarou.
O Futuro da Coudelaria e a Ligação ao Turismo
O evento realizado na Coudelaria de Alter contou com apresentações da Escola Portuguesa de Arte Equestre, da Charanga da GNR e de cavaleiros olímpicos, que demonstraram a importância da tradição equestre e a sua ligação ao turismo. Para Rebelo de Almeida, esta sinergia entre património e turismo é essencial para a sustentabilidade da Coudelaria e para a valorização do território.
O Grupo Vila Galé pretende continuar a investir no interior do país e já está a planear uma ação para reflorestar a Serra da Estrela, num projeto que alia sustentabilidade ambiental e turismo. «Gostamos do interior e acreditamos que, com dinamismo e estratégia, podemos criar melhores condições de vida para as populações locais», sublinhou.
A reabilitação da Coudelaria de Alter e a sua integração no circuito turístico e cultural reforçam a importância da preservação patrimonial como vetor de desenvolvimento. O evento de celebração da classificação da Arte Equestre Portuguesa pela UNESCO foi, assim, não apenas um reconhecimento desta tradição, mas também um testemunho do impacto que a valorização do património pode ter na dinamização das regiões do interior.





































































