O distrito de Évora tem 2713 camas em Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI), das quais 2340 estão abrangidas por acordos com a Segurança Social, mas a capacidade encontra-se “muito pressionada” e praticamente sem margem de resposta.
A informação foi avançada por Nuno Alas, diretor do Centro Distrital de Évora do Instituto da Segurança Social, no podcast “Factos e Conversas”, do Jornal ODigital.
Envelhecimento agrava procura
Segundo o responsável, Portugal é o segundo país mais envelhecido da Europa, e o distrito de Évora apresenta concelhos com índices elevados.
No caso de Mora, o índice de envelhecimento é de 400, o que significa que existem 400 pessoas com mais de 65 anos por cada 100 jovens até aos 15 anos.
Nuno Alas sublinhou que, com o crescimento da população idosa, a pressão sobre os lares aumenta, sendo reduzida a disponibilidade de vagas.
Sem financiamento para novos lares
O atual quadro comunitário não prevê financiamento para a construção de novos lares, privilegiando o reforço do apoio domiciliário.
O diretor do Centro Distrital reconheceu que, embora o princípio de reforçar os cuidados no domicílio faça sentido, existem situações em que o apoio em casa não é suficiente, sobretudo quando as famílias trabalham e não conseguem assegurar acompanhamento permanente.
IPSS reforçadas financeiramente
Nos últimos dois anos, o financiamento às ERPI aumentou perto de 20%, tendo registado uma atualização superior a 14% no último ano, para compensar o aumento do salário mínimo e os custos com energia e bens alimentares.
As declarações foram proferidas no podcast “Factos e Conversas”, do Jornal ODigital.















