O presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, Ricardo Pinheiro, defendeu esta terça-feira, em Évora, a necessidade de reforçar a articulação entre o sistema educativo e as necessidades do tecido económico da região.
As declarações foram feitas aos jornalistas após uma reunião com o Ministro da Educação, Ciência e Inovação, diretores de escolas e representantes de municípios, no âmbito da iniciativa “Construir Educação, Aproximar Territórios”.
Segundo o responsável, o encontro permitiu apresentar um novo modelo de funcionamento assente na digitalização e na partilha de informação em tempo real entre escolas e administração central.
«Fundamentalmente, foi a apresentação do novo modelo em que o ministro da Educação apresenta a forma como pretende comunicar em tempo real com aquilo que é a relação das escolas», afirmou.
Ligação entre dados, território e políticas públicas
Ricardo Pinheiro destacou a importância da criação de uma dinâmica de dados abertos que permita melhorar a gestão do sistema educativo, incluindo a resposta à falta de professores.
«Introduzir uma dinâmica de dados abertos (…) para colmatar a falha de professores em tempo real (…) é extremamente importante para aquilo que é a operação diária desta grande máquina que é o Ministério», referiu.
O presidente da CCDR sublinhou ainda a necessidade de integrar a informação gerada nas escolas na definição de políticas públicas ao nível regional.
«É importante que muita da informação que acontece nas escolas seja traduzida para aquilo que é o universo da Comissão de Coordenação da Região Alentejo», disse, defendendo uma maior agilidade na articulação com o Governo.
Formação ajustada às necessidades do território
Entre as prioridades apontadas, Ricardo Pinheiro destacou o ajustamento da formação às necessidades reais da economia regional, incluindo empresas, setor social e área da saúde.
«É necessário ajustarmos aquilo que é o processo formativo àquilo que são as necessidades reais das empresas, do setor social, também da área da saúde no território», afirmou.
O responsável referiu que esta adaptação é essencial para garantir competitividade e responder a investimentos previstos para a região, apontando o caso de Sines como exemplo.
«Investimentos na ordem dos mais de 50 mil milhões de euros (…) obrigam a garantir um sistema de educação absolutamente resiliente, que funcione em tempo real», referiu.
Fundos comunitários e capacidade de resposta
Ricardo Pinheiro defendeu também uma utilização mais ajustada dos fundos comunitários, alinhada com as necessidades concretas do território.
«A forma como programamos fundos comunitários deve estar ajustada à verdadeira realidade das pessoas e das comunidades», afirmou, sublinhando a importância da rapidez na aprovação de projetos e na articulação com os vários setores económicos.
Balanço positivo do encontro
O presidente da CCDR Alentejo fez um balanço positivo da reunião, destacando a evolução na relação entre o Governo e as entidades regionais.
«O balanço é positivo. Claramente fiquei satisfeito na forma como se apresenta aqui esta relação e a plataforma de dados em que o Ministério da Educação vai funcionar», concluiu.
O encontro reuniu membros do Governo, autarcas, diretores de escolas e entidades do setor educativo, com o objetivo de reforçar a proximidade entre a administração central e os territórios no âmbito da reforma da Educação.















