O espetáculo «Embarcação do Inferno», de Gil Vicente, assinala dez anos em cena e atinge a marca das 250 representações na próxima sexta-feira, 6 de fevereiro, às 19h00, no Teatro da Cerca de São Bernardo, em Coimbra. A sessão especial resulta de uma co-produção entre o Centro Dramático de Évora (CENDREV) e A Escola da Noite.
Espetáculo vicentino «Embarcação do Inferno» atinge 250 sessões após uma década em cenaEstreado em 2016, no contexto das comemorações dos 500 anos da primeira apresentação pública do «Auto da Barca do Inferno», o espetáculo foi visto por mais de 25 mil espectadores ao longo da última década, tendo passado por 15 localidades portuguesas e representado Portugal no Festival Internacional de Teatro Clássico de Almagro, em Espanha.
Uma co-produção com uma década de percurso
A encenação está a cargo de António Augusto Barros e José Russo e envolve intérpretes das duas companhias. Ao longo destes dez anos, «Embarcação do Inferno» tem integrado temporadas regulares em Évora e Coimbra, destinadas ao público escolar e ao público em geral.
O espetáculo assume-se como um dos trabalhos mais duradouros do teatro português recente, integrando o percurso artístico de duas companhias com tradição na divulgação do repertório vicentino, mantendo o texto original e explorando abordagens cénicas contemporâneas.
Uma leitura atual de um clássico vicentino
A encenação propõe uma revisitação da obra de Gil Vicente, sublinhando a atualidade dos temas abordados. No texto incluído no programa do espetáculo, o consultor científico do projeto, José Augusto Cardoso Bernardes, refere que a encenação permite problematizar questões como «Morte e Vida, Mal e Bem, Ter e Poder», estabelecendo pontes entre o século XVI e o século XXI.
Elenco e equipa artística
Atualmente, o elenco é composto por Ana Meira, Igor Lebreaud, Jorge Baião, José Russo, Maria Marrafa, Miguel Magalhães, Ricardo Kalash e Rosário Gonzaga. Ao longo do percurso do espetáculo integraram ainda o elenco Maria João Robalo, Rui Nuno e Sofia Lobo.
A cenografia é assinada por João Mendes Ribeiro e Luísa Bebiano, os figurinos e bonecos são de Ana Rosa Assunção, o desenho de luz de António Rebocho e a música original de Luís Pedro Madeira.















