O número de insolvências registadas no distrito de Évora aumentou cerca de 71% no primeiro trimestre de 2026, colocando o território entre os que apresentam maior subida a nível nacional, segundo dados divulgados pela Iberinform. Em paralelo, a criação de novas empresas registou uma quebra no Alentejo, com Évora a evidenciar uma diminuição de 19%.
Evolução das insolvências com impacto no Alentejo
De acordo com o comunicado da Iberinform, as ações de insolvência em Portugal cresceram 54% em março, totalizando 435 empresas insolventes, mais 152 do que no mesmo mês de 2025.
No acumulado do primeiro trimestre, registaram-se 1.207 insolvências, o que representa um aumento superior a 39% face ao período homólogo.
Entre os distritos com maior crescimento percentual destacam-se Évora e Bragança, ambos com aumentos na ordem dos 71%, a par de outras regiões como Madeira e Santarém.

Setores mais afetados
A análise por setores revela subidas significativas nas insolvências em áreas como telecomunicações, hotelaria e restauração, comércio por grosso, construção e transportes.
No primeiro trimestre, foram ainda declaradas insolventes 654 empresas em processos de encerramento, mais 139 do que em 2025, o que corresponde a um aumento de 27%.
Criação de empresas recua em Évora e no país
No que diz respeito à criação de empresas, março de 2026 registou uma quebra homóloga superior a 7%, com 4.550 novas constituições, menos 359 do que no mesmo mês do ano anterior.
No acumulado do ano, foram criadas 14.688 empresas, menos 906 face a 2025, traduzindo-se numa diminuição de cerca de 6%.
No Alentejo, o distrito de Évora apresenta uma das maiores quebras percentuais, com uma redução de 19% na constituição de novas empresas, a par de outras regiões com variações negativas.

Contexto nacional da atividade empresarial
Os dados indicam uma desaceleração na dinâmica empresarial em Portugal no início de 2026, com redução na criação de empresas e aumento significativo das insolvências.
Segundo a Iberinform, estes indicadores refletem «um contexto mais exigente para a atividade empresarial», evidenciado tanto pelo aumento das declarações de insolvência como pela diminuição das novas constituições.















