As três freguesias urbanas da cidade de Évora (São Mamede, Sé, São Pedro e Santo Antão) contam desde abril com o projeto de combate às dependências “Viver Évora”, promovido pela Fundação UNITATE.
Este projeto resultou de uma candidatura da fundação a um programa de respostas integradas que foi lançado pelo Instituto para os Comportamentos Aditivos e as Dependências (ICAD).
A candidatura foi vencedora e ficou assim associada a uma verba de 100 mil euros por parte do instituto, valor este que a instituição complementou com mais 20 mil.
É um projeto que vai incidir «em todas as faixas etárias» e a sua intervenção é focada «na prevenção e sensibilização para comportamentos aditivos, para os seus riscos e dependências, tendo em vista minimizar os impactos destas problemáticas na comunidade», segundo Tiago Abalroado, presidente da UNITATE, em entrevista a’ODigital.
«Há iniciativas e ações vocacionadas para uma faixa etária mais baixa e concretamente a ações de sensibilização envolvendo crianças, a ações de sensibilização envolvendo jovens, a ações de sensibilização envolvendo adultos e idosos», segundo o presidente.
Tiago Abalroado sublinhou as parcerias como o “segredo” do «sucesso deste projeto», pois é através delas que vão chegar as pessoas.
«Há aqui uma parceria muito estreita também com as IPSS, porque os utentes das instituições que acabam por ser apoiados por elas têm alguns problemas destes e há que sensibilizar e formar as equipas para estarem aptas para lidar com estas questões a nível da intervenção», acrescentou.
Realçou ainda as parcerias com o Centro de Respostas Integradas (CRI) e com as entidades de Évora, com o objetivo de «poder concretizar estas ações, sejam elas em contexto escolar, sejam em contexto institucional, sejam em contexto comunitário».
Em relação ao chegar aos mais idosos, o presidente afirmou que aqui o papel das IPSS «é muito importante», pois alguns idosos «estão integrados em serviços de apoio domiciliário, em centros de convívio e centro de dia».
Em termos de intervenção, Tiago Abalroado disse que a primeira «grande ação» foi a «dinamização de um stande na Feira de São João», com uma «campanha de sensibilização».
Confessou ainda que está em andamento um Gabinete de Apoio Psicossocial, que funciona na Travessa do Cordovil, em regime de “porta aberta”, mas por marcação: «Para atender todas as pessoas que queiram ter suporte».
«Nós normalmente associamos as dependências só ao álcool e às drogas, mas atualmente as dependências são muito mais que isso. Temos dependências do jogo, temos dependências digitais. Há várias formas de dependência», complementou ainda o presidente.















